sexta-feira, 7 de março de 2008

Ser cidadão.

Ser cidadão é ter endereço próprio. Quem não tem endereço não é encontrado nem pelos valorosos funcionários do Correios. Ter endereço é ter domicílio, é ter casa própria. Fulano de tal mora na casa tal número tal. Aquí, temos um indicativo fiél de cidadania. Fora disso é conversa fiada. A partir deste raciocínio, entendemos que tem muita gente com dupla cidadania. É a velha exploração imobiliária. Fulano tem rendimento de uma casa alugada. Sicrano tem rendimento de dez casas alugadas e duas lojas comerciais, não trabalha, sendo tudo fruto de uma herança, proveniente do pai que faleceu. Pode? É claro que não deveria ser assim!
A casa própria deve ser direito de todo cidadão, pois cada vez mais ela é o ponto central da sua existência. A casa própria é o lar que oferece abrigo, proteção e segurança com uma dose de calor humano. O Estado, instituído para ser o gerenciador das necessidades de todos os seus filhos, deveria pensar melhor, sem distinção. A exploração imobiliária é um câncer social.

terça-feira, 4 de março de 2008

Trabalho, o agente dignificador.

Não é tudo a sociedade, organizada no Estado, dizer que o homem deve trabalhar, que o trabalho dignifica o homem, é preciso que o Estado, o sistema de produção vigente e a ciência econômica existente, crie oportunidades para que a massa de desempregados busquem a razão de suas existências.
Quando o setor econômico sinaliza a suspensão do trabalho num determinado seguimento da produção, sinaliza também o flagelo chamado insegurança da população e consequente miséria da mesma.
A garantia da segurança pública de todos, o respeito por tudo o que é respeitável, encontra-se no equilíbrio da produção e do consumo, onde forja-se a educação moral, que consiste na formação de hábitos adquiridos.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Volta das férias...

Depois de um período de férias em Imbituba, Praia da Vila, Santa Catarina, volto a minha cidade com vontade de escrever. Muitas coisas aconteceram: Cuba está sem Fidel! Vai mudar alguma coisa na Ilha? Eu acredito que não. A saída do grande revolucionário já era esperada pelo povo cubano. Apesar da imortalidade da revolução, Fidel é mortal. Outros revolucionários estão prontos para comandar o destino da Ilha. Quem está feliz com a velhice e a doença de Fidel é o terrorista Busch.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Já é carnaval em Montenegro?

Enquanto a administração de Montenegro quer mostrar serviço em ano eleitoral, funcionários da mesma aprontam bonito contra. Basta ver as fotos ao lado com a pintura em branco do meio-fio da Rua Jorge Moojem, no Bairro Progresso. Verificando in loco, tem-se a sensação de que a pintura é obra de criança, de bebum ou faltou tinta. E lembrar que somos nós que pagamos os salários desses incompetentes! Bah!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Quem é o verdadeiro inimigo...

Chega a ser hilário entender que combater o narcotráfico é simplesmente cercar os morros, as favelas, impondo o terror às famílias pobres. Tal operação trata-se pura e simplesmente da criminalização da pobreza. Bastou ser pobre ou preto para merecer a atenção violenta da polícia militar e do governo de plantão. Acho que para a polícia e o governo está muito difícil descobrir quem é realmente o verdadeiro inimigo da sociedade.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

2008 e as urnas...

2008 é mais um ano em que o povo é chamado para escolher os seus representantes. Precisamos urgentemente desmistificar a simbologia de que política é coisa de gente safada.
Na verdade, política é o poder do ser humano como tal.
Fazer política é fazer parte do mundo, fazer parte de um todo, e com efetiva participação.
Fomos educados a entender a política como uma coisa negativa. Não, a política pode e deve ser positiva, uma coisa essencial para a realização do ser humano,somos todos parte de uma política.
Fazer política é a arte de me defender, de alcançar os meus ideais, e não esta mistificação que metem na cabeça do povo, de que "política é coisa de ladrão".

Distinção...

Quando topamos com grandes jornalões, grandes revistas, o que encontramos? Matérias especulando a estabilidade da falsa moeda, a variação da bolsa de valores, a alta do barril do petróleo, o natal, a virada de ano, o carnaval, o big brother 8, a seleção de voley, de basquete, de futebol, o príncipe Adriano "bebe todas", o que o terrorista Bush fez ou deixou de fazer, e assim por diante.
E os verdadeiros problemas do povo brasileiro, quem vai noticiar e discutir? No máximo os jornalões farão cobertura de um acidente de trânsito, um assalto, um homicídio, que no fundo já são consequências das políticas das elites dominantes.
Precisamos botar em discução a verdadeira realidade em que se encontra a população brasileira.
Chega de blá, blá, blá...né? Tudo superficial!
Precisamos nos chocar com a nossa organização política deficitária, que não trata à altura os interesses do cidadão brasileiro.
Precisamos discutir a concentração de riquezas, a concentração da terra, a dependência do capital estrangeiro, a dívida externa e interna e a reforma do ar, a reforma das comunicações.