quarta-feira, 19 de outubro de 2011

ESTRATÉGIA É TUDO NA VIDA

Estratégia é tudo!!!!
Dois tubarões brancos (pai e filho) observam os sobreviventes de um naufrágio.
“ Siga-me, filho ! - diz o tubarão pai.
E nadam até os náufragos.
“ Primeiro, vamos nadar em volta deles, mostrando apenas a ponta
das nossas barbatanas fora da água.
E assim eles fizeram.
“ Muito bem, meu filho ! Agora vamos nadar ao redor deles, algumas vezes, com nossas barbatanas totalmente de fora.
E assim eles fizeram.
“ Agora, nós podemos comer todos eles.
E assim eles fizeram.
Quando finalmente se saciaram, o filho perguntou:
“ Pai, por que nós não os comemos logo de iní­cio?
Por que ficamos nadando ao redor deles várias vezes ?
O sábio e experiente pai respondeu calmamente:
Porque eles ficam mais saborosos sem merda dentro ...

Estratégia é tudo !!!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

MURO DAS LAMENTAÇÕES

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(A foto desse judeu é impagável,e o texto também!!!)
Judeu: Deus?
Deus:
Sim!
Judeu:
Eu posso lhe perguntar algo?
Deus:
Claro, meu filho !
Judeu:
O que é um milhão de anos para você?
Deus:
Um segundo.
Judeu:
E um milhão de dólares?
Deus:
Um centavo.
Judeu:
Deus, você pode me dar um centavo?
Deus:
Espere um segundo...

Água fria e o seu coração...será?




Este é um artigo muito bom. Não só sobre a água quente após a sua refeição, mas acerca de ataques cardíacos.


Os japoneses bebem chá quente com as refeições, não água fria, talvez seja hora de mudar seus hábitos de consumo.


Para aqueles que gostam de beber água fria, este artigo é aplicável a você. É bom ter um copo de bebida quente após a refeição.

A água fria solidifica o alimento gorduroso que você acabou de comer. Isso retarda a digestão. Uma vez que essa 'mistura' reage com o ácido digestivo, ela reparte-se e é absorvida pelo intestino mais depressa do que o alimento sólido. Será o intestino. Muito em breve, isso vai se transformar em gordura e levar ao câncer. É melhor tomar uma sopa quente ou água quente após cada refeição.


Sintomas comuns de ataque cardíaco grave
Uma nota sobre os ataques cardíacos - Você deve saber que nem todos os sintomas de ataques cardíacos vão ser dor no braço esquerdo. Esteja ciente de dor intensa no queixo. Você pode nunca ter primeiro uma dor no peito no decurso de um ataque cardíaco.


Náuseas e sudorese intensa são sintomas muito comuns. 60% das pessoas têm ataques cardíacos enquanto dormem e não conseguem despertar. Uma dor no maxilar pode despertar-te de um sono profundo. Vamos ser cuidadosos e estar atentos. Quanto mais se sabe, melhor a chance de sobreviver.


Um cardiologista diz que se todos os que lerem esta mensagem enviarem para 10 pessoas, você pode ter certeza que vão salvar pelo menos uma vida. Seja um verdadeiro amigo e envie este artigo para todos os seus amigos que você gosta.

sábado, 15 de outubro de 2011

EXTRA EXTRA, ATENÇÃO RIO GRANDENSES

Essa gauchada vai ainda mais longe !!!
Marcopolo fabricará ônibus espacial ( de primeira)

Gaúchos devem chegar em Marte nos próximos 5 anos. Agora é oficial. Já se sabia que a tecnologia espacial estava bem avançada na República Riograndense, mas agora o projeto vai deslanchar.
Segundo a Agência Espacial Gaúcha (AEG), a Marcopolo assinou um contrato com o Governo Federal da República dos Pampas para construir a primeira nave gaúcha.
A espaçonave terá lugar para 10 viventes e contará com churrasqueira, fogão de campanha, dispensa, dormitórios, bagageiro, quarto de banho e latrina. Já estão confirmados na viagem um gaiteiro e um pandeirista, que tem os nomes preservados por razões de segurança. De mantimento vai um pouco de tudo - erva-mate, bergamota, rapadura, charque e linguiça do Allembrandt, arroz, feijão preto e de cor, bolacha e principalmente, canha.
Segundo o chefe da AEG, Werner Von Fagundes, taura crânio muito inteligente responsável pelos estudos, os americanos jogaram a toalha na corrida espacial porque não tinham o direito de usar a tecnologia para revestimento da nave, já que esta é uma patente gaúcha. Trata-se de uma combinação de casca de cana, de Morungava, barro vermelho de Santo Ângelo, pedra moura moída (aquela lá do Nhanduí). Segundo os cientistas da Agência Espacial Gaúcha o material resiste a 10 mil graus de temperatura e também pode ser usado na blindagem de tanques de guerra.
A propulsão do foguete será à base de uma mistura de cachaça marisqueira de Osório com graspa de Ana Rech. Os pesquisadores gaúchos afirmam que ela é pelo menos 1000 vezes mais potente do que o combustível atualmente utilizado pela NASA e 3000 vezes mais potente que dinamite.
Há décadas que esta tecnologia vem sendo desenvolvida, em segredo, na Estância Porteira Fechada, lá perto da estação do Guaçu-boi, no Alegrete. Dizem que os comunistas andaram por lá para espionar. Foram mandados embora, no laço, pelo capataz e pelos vigias da estância. Os americanos, que tentavam desenvolver um trabalho parecido, na Área 51, foram convidados a visitar o projeto e tomar uns mate. Gostaram do que viram mas não trouxeram nada de novo ao know-cow daqui. Em nota à imprensa os nossos cientistas campeiros disseram: Tudo o que nos mostraram não é novidade, e tudo que mostramos a eles, ficaram boiando, de boca-aberta, não entenderam bosta nenhuma. É uma tecnologia anos-luz na frente da deles.
Werner Von Fagundes acrescentou: Estamos a passos largos para a conquista de Marte. Não vai 5 anos e teremos gente apeiando por lá. Pelo menos uma prenda já vai junto. Na missão, organizar o primeiro CTG espacial. Vamos em paz, mas pelo sim, pelo não, vai na mala de garupa de cada um, uma carneadeira coqueiro deitado, um trançado de 8, e uma coleção de garrucha. Vai que lá também tem marciano castelhano...
Massss crééééédo....!!!! O projeto está louco de bom ..... Barbaridade !






sexta-feira, 14 de outubro de 2011


Previdência complementar do servidor em urgência constitucional

Antônio de Queiroz
“Se não houver um recuo do governo ou mudanças significativas no texto, a previdência complementar porá fim à aposentadoria integral do servidor”
O projeto de lei que institui a previdência complementar e cria o fundo de pensão dos servidores públicos passou a tramitar em regime de urgência constitucional, conforme mensagem da presidente Dilma enviada ao Congresso, pela qual a matéria deverá ser apreciada em 45 dias sob pena de bloqueio da pauta do plenário.
A condução desse tema pelo governo não tem sido das melhores, por várias razões.
Em primeiro lugar pela incoerência de reduzir receita e aumentar despesa num momento em que o governo promove um duro ajuste fiscal, com o congelamento do salário de servidores, não contratação de concursados e o adiamento ou suspensão de concursos públicos este ano.
Em segundo lugar pela afronta que a transformação do projeto em lei representa para os servidores públicos, incluindo o modo como a matéria foi conduzida na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.
Em terceiro porque o governo não se entende sobre o assunto, com uma parte abrindo negociações com os servidores, como no caso da Secretaria-Geral da Presidência, que inclusive realizou seminário conjunto com o fórum que representa as carreiras exclusivas de Estado, o Fonacate, e outra parte, no caso o Ministério da Previdência Social, solicitando urgência para votação do projeto.
Em quarto lugar porque o fundo oferta o pior dos planos de benefícios, que é o de contribuição definida, exatamente aquele cujo risco é todo do participante e a complementação da aposentadoria depende do resultado das aplicações financeiras, sem qualquer solidariedade do patrocinador.
Se ao menos garantisse o plano de benefício definido, que assegura ao participante a complementação contratada, independentemente de oscilações e crises no mercado financeiro. No momento da aposentadoria, por esse plano, o servidor terá assegurada a complementação contratada, ainda que ao longo do tempo tivesse variação em sua contribuição e na do patrocinador, para maior ou para menor.
Na Previ do Banco do Brasil, por exemplo, não apenas os funcionários com planos de beneficio definido estão há anos sem contribuir, pela excelente situação do plano, como
têm recebido parcelas do superávit do fundo. Mas esses funcionários ingressaram na previdência complementar num período em que o marco legal era outro e o patrocinador podia, sem qualquer impedimento, contribuir com quantas vezes quisesse mais que o participante.
E em quarto, isto é mais grave, com manipulação de informações.
As simulações apresentadas pelo Ministério da Previdência em defesa do projeto, segundo informações seguras, não consideram a paridade de contribuição, de 7,5% do participante e 7,5% do governo .
O cálculo apresentado considera 7,5% do governo, como patrocinador, e 11% do servidor público, como participante. Isso não é correto. Se a simulação fosse paritária, com o limite de 7,5% de cada, a complementação seria irrisória.
A Anfip – Associação dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, fez o cálculo com as contribuições paritárias, de 7,5% cada (participante e patrocinador), e chegou à conclusão que o servidor que contribuir durante 35 anos terá direito a uma complementação de 80% de sua última remuneração pelo prazo máximo de onze anos.
Como em nosso sistema previdenciário as mulheres se aposentam cinco anos mais cedo do que os homens, tanto em idade quanto em tempo de serviço, elas terão que trabalhar pelo menos cinco anos a mais para poder usufruir por onze anos do benefício complementar. Se for professora terá que trabalhar mais dez anos ou receber um benefício complementar insignificante.
Em outras palavras, um servidor (homem ou mulher) que se aposentar aos 60 anos de idade e 35 de contribuição só terá sua complementação até os 71 anos, passando, após essa idade, a viver exclusivamente com o benefício do regime próprio, que fica limitado ao texto do INSS, atualmente de R$ 3.689,66.
Não bastasse tudo isto, ainda existe a suspeita de que o projeto pode favorecer o mercado financeiro, já que o artigo 15 do substitutivo aprovado na Comissão de Trabalho prevê a contratação de instituições financeiras para administrar a carteira de valores mobiliários, podendo cada contratada aplicar até 40% de todas as reservas e recursos garantidores do plano de benefício.
O projeto, que ainda deveria passar por três comissões – Seguridade; Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça – poderá ser votado em plenário a qualquer momento. Se não houver um recuo do governo ou mudanças significativas no texto, a previdência complementar será aprovada com todas essas implicações e porá fim à aposentadoria integral do servidor.
Antônio de Queiroz
* Jornalista, analista político, diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), colunista da revista Teoria e Debate, idealizador e coordenador da publicação Cabeças do Congresso. É autor dos livros Por dentro do processo decisório – como se fazem as leis e Por dentro do governo – como funciona a máquina publica.

ENTREVISTA: Antônio Queiroz - Diretor do Diap
O que representa o PL 1992/07 para os servidores públicos, mas especificamente os federais?
QUEIROZ - Representa, na prática, a privatização da previdência do servidor. Com a adoção da previdência complementar, o regime próprio limitará os benefícios ao teto do regime geral, a cargo do INSS, e eliminará o direito à aposentadoria integral. Atualmente o texto do INSS é de R$ 3.689,66, o que corresponde a 6,77 salários mínimos. Como o salário mínimo tem tido aumentos reais, mantida a política de valorização do mínimo sem repasse para os benefícios previdenciários, brevemente o teto do INSS equivalerá a algo como três salários mínimos, que era exatamente a proposta do mercado para a previdência pública.

O projeto passou pela Comissão de Trabalho a Câmara, mas ainda falta ser apreciado por outras comissões técnica antes de seguir para votação no plenário. Existe a possibilidade da rejeição do PL?
QUEIROZ - A possibilidade de rejeição é remota. O máximo que se poderá conseguir será alguns pequenos ajustes, nada que modifique substancialmente a proposta. Aliás, o governo vai pedir urgência constitucional para que a matéria seja votada diretamente no plenário nos próximos 45 dias.

Qual o modelo de previdência ideal para o funcionalismo?
QUEIROZ - O atual, do regime próprio, que garante aposentadoria integral e com paridade. No caso de adoção da previdência complementar, se o plano ofertado fosse de benefício definido, no qual há solidariedade entre participante e patrocinador e o servidor saberia previamente quanto iria receber de complementação, seria menos pior. Mas o plano ofertado para os servidores no PL 1992 é exclusivamente o de contribuição definida, que é aquele em que o servidor sabe com quanto contribui hoje, mas não tem a menor ideia de quanto terá de complementação no momento da aposentadoria. Seu benefício dependerá de uma série de fatores sobre os quais o servidor não possui controle. Por exemplo, depende da rentabilidade das aplicações, depende de competência gerencial dos diretores do fundo de pensão, depende do valor da contribuição, que apenas de 7,5% do servidor e 7,5% do governo, depende do tamanho da taxa de administração e das demais despesas administrativas, que são retiradas daquele valor de contribuição.

O PL 1992 é o início de uma ampla reforma da previdência?
QUEIROZ - Na verdade, é a conclusão da reforma iniciada no Governo FHC. Pelas regras atuais, enquanto não for implementada a previdência complementar, o servidor contribui com 11% sobre a totalidade de seu salário e o governo com 22% sobre esse mesmo montante, totalizando 33% para garantir a aposentadoria no futuro. Com tamanha reserva, é praticamente impossível não ter uma aposentadoria decente. Com a previdência complementar, em lugar de 33%, serão destinados à complementação da aposentadoria apenas 15% (7,5%do servidor e 7,5% do governo) e deste valor será retirado o dinheiro para contratar os benefícios de risco (invalidez e morte) e também as taxas de administração do fundo e as despesas de custeio, como a contratação de pessoal etc.




quinta-feira, 13 de outubro de 2011

HERMES E O ESCULTOR

Hermes quis saber qual o grau de estima que os homens lhe devotavam. Tomou a aparência de um mortal e foi ao ateliê de um escultor. Ao ver uma estátua de Zeus, perguntou:
- Quanto custa?
- Um dracma - respondeu o homem.
Hermes sorriu:
- E aquela, de Hera?
- É mais cara.
Hermes viu então sua própria estátua. Achava que, sendo ao mesmo tempo mensageiro e deus do comércio, seu preço seria bem mais alto.
E Hermes quanto custa? - quis saber.
- Oh, se comprares as outras duas, a leva de brinde.
Quem se acha o tal termina valendo menos que o esperado

(Fábula de ESOPO - Século VI a.C)

Bolívia: uma idéia de progresso, uma idéia de justiça

Por Sue Iamamoto


Ela preferiu atribuir à classe operária o papel de salvar gerações futuras. Com isso, ela a privou das suas melhores forças. A classe operária desaprendeu nessa escola tanto o ódio como o espírito de sacrifício. Porque um e outro se alimentam da imagem de antepassados escravizados, e não dos descendentes liberados.
Assim critica Walter Benjamin a ânsia por progresso da social democracia, na sua tese XII “Sobre o Conceito de História”. Ao priorizar a imagem destes antepassados, Benjamin defende que os socialistas devem se guiar por uma ideia de justiça e não por uma ideia de progresso. Estes são dois ideais que marcaram a história do socialismo nos últimos dois séculos e que voltam a se enfrentar de forma contundente no atual panorama político da Bolívia.
Entre 2000 e 2005, este país viveu uma convulsão de movimentos sociais que questionaram profundamente a ordem neoliberal vigente. A Guerra da Água em Cochabamba (2000) combateu a privatização de um recurso vital e demandou que tal recurso fosse administrado comunitariamente. Na Guerra do Gás (2003), setores populares de todo o país demandaram a renúncia do presidente Gonzalo Sánchez de Lozada e anunciaram a agenda de outubro, que pedia nacionalização e industrialização dos hidrocarbonetos, reforma agrária e assembleia constituinte para refundar o país com base na sua descolonização (ou seja, que a Bolívia fosse culturalmente e institucionalmente representativa da maioria indígena que compunha a sua população). Estes temas marcaram o conteúdo inicial do proceso de cambio impulsionado pelo governo de Evo Morales a partir da sua eleição em 2005.
Noções de progresso e de justiça caminharam de mãos dadas neste movimento antineoliberal, unificado graças à ideia de uma elite política que seria ao mesmo tempo antidesenvolvimentista e senhorial-oligárquica, uma elite “antipátria e crioula”. Quando o bloco popular anterior passa a assumir as tarefas estatais, contudo, este inimigo comum, que antes era materializado no Estado, perde a sua força. A ideia de progresso e a ideia de justiça passam a se enfrentar de forma crescente.
O recente conflito envolvendo o Território Indígena e Parque Nacional Isiboro Sécure (Tipnis) é um dos exemplos mais extremos desta pugna. Resumidamente, o governo de Evo Morales está construindo uma estrada que corta o Tipnis, alegando sua necessidade para o desenvolvimento das comunidades camponesas, para as quais a construção de caminhos sempre foi uma demanda constante. Apoiam a medida as principais organizações do campesinato boliviano, que representam a base social mais fiel do governo. Contudo, apoiados pelas principais representações indígenas do país, os povos que habitam o Tipnis se pronunciaram contra a construção da estrada, que causaria prejuízos à preservação ambiental da reserva e à manutenção de seus usos e costumes, priorizando os interesses sub-imperialistas brasileiros (a obra é financiada pelo BNDES, é realizada pela construtora brasileira OAS, e faz parte de um corredor bioceânico do projeto IIRSA) e de empresas interessadas na exploração petroleira da área (como a Repsol). O conflito atingiu níveis inimagináveis no último mês, quando a polícia impediu violentamente o avanço da marcha em repúdio à construção da estrada, que ia em direção à La Paz.
Não creio que seja fácil a escolha entre uma demanda por progresso (em um dos países mais pobres do continente, que carece de um sem fim de serviços públicos e que depende da exploração dos recursos naturais para financiar políticas sociais básicas) e uma demanda por justiça (com povos indígenas sendo historicamente excluídos das decisões políticas que os afetam, sofrendo com violências sociais, econômicas e políticas sistemáticas). Muitos defenderão que é possível pensar um desenvolvimento baseado nas lógicas indígenas de “viver bem” e “respeito à Mãe Terra”, este inclusive tem sido um dos discursos oficiais do próprio governo de Evo Morales. Mas os fatos políticos apontam que esta síntese, se é que existe, parece muito difícil de ser encontrada, principalmente ao se manter intocada a estrutura do Estado moderno capitalista. Se o socialismo no século XXI quer existir, ele deve aprender com os erros que viveu durante o século XX: não é possível compreender a irracionalidade do mundo capitalista se nos esquecemos que este produz escravos.

Sue Iamamoto é cientista política e autora da dissertação de mestrado “O nacionalismo boliviano em tempos de plurinacionalidade: Revoltas antineoliberais e constituinte (2000-2009)”, do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo.