quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O ALCIÃO

O alcião é um pássaro marinho que procura os lugares ermos. Dizem que, para se livrar dos caçadores, ele faz o ninho nos rochedos à beira-mar.
Um dia, um alcião que queria pôr seus ovos seguiu um promontório e, tendo visto um rochedo batido pelas ondas, fez ali seu ninho. Tendo saído à procura de alimento, aconteceu que o mar, agitado por um vento fortíssimo, alcançou o ninho, inundou-o e matou os filhotes do alcião. Quando voltou, o pássaro, ao ver o que tinha acontecido, exclamou:
- Pobre de mim! Para fugir das armadilhas da terra, refugiei-me no mar, onde perigos maiores me esperavam.
Ao fugir de nossos inimigos, nem sabemos que estamos indo a caminho de amigos ainda mais temíveis.

(ESOPO - século VI a.C)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

RISCOS E POSSIBILIDADES NO ESTÁGIO ATUAL DA CRISE MUNDIAL


Ironicamente, o sistema financeiro e os ricos, responsáveis por conduzir a economia à crise e socorridos em seu início pela sociedade, recusam-se agora a pagar parte da fatura. Confira artigo que aponta a conjuntura da crise nas principais economias mundiais.
Por Rodrigo Alves Teixeira e Pedro Paulo Ciseski.

As medidas monetárias e fiscais tomadas desde o início da crise em 2008 foram insuficientes para reverter o fraco desempenho econômico e reduzir o elevado desemprego nos Estados Unidos. Além disso, a política monetária apresenta ineficácia crescente na atual conjuntura de armadilha de liquidez, onde os agentes, diante de incerteza elevada, entesouram praticamente toda moeda adicional criada. Deste modo, os sucessivos afrouxamentos promovidos pelo Fed servem somente para impedir o agravamento da crise bancária. Por outro lado, a política fiscal, instrumento mais eficaz para estimular a atividade nessa conjuntura recessiva, está bloqueada politicamente pela oposição republicana, sob os argumentos de excessivo endividamento público e de ineficácia do próprio instrumento.
Este último argumento sugere que o aumento de despesa pública é incapaz de estimular o gasto privado porque os agentes elevam sua poupança para pagar o aumento futuro de impostos necessários para financiá-la. O problema é que esse argumento não considera que tanto o aumento da despesa quanto dos impostos pode incidir sobre diferentes grupos da sociedade. Se a despesa for direcionada aos mais pobres, de elevada propensão a consumir, e os impostos aos mais ricos, de elevada propensão a poupar, a equivalência não ocorre. Porém, a oposição republicana é contrária a aumentos de impostos para os ricos, mesmo após manifestação favorável de bilionários como Warren Buffett.
Perde-se assim oportunidade histórica para corrigir grave distorção da economia americana, caracterizada pela elevada desigualdade de renda acumulada nas últimas décadas em decorrência da financeirização crescente da economia. Ironicamente, o sistema financeiro e os ricos, responsáveis por conduzir a economia à crise e socorridos em seu início pela sociedade, recusam-se agora a pagar parte da fatura. A "crise de consciência" de alguns bilionários decorre disso e de serem os maiores beneficiados do modelo anterior.
Felizmente, as recentes manifestações causadas pela ocupação das ruas de Wall Street apontam para um aumento da insatisfação da sociedade e poderão favorecer uma postura mais combativa do governo, especialmente no campo fiscal, para impedir um duplo mergulho da economia e estimular sua recuperação.
Além disso, apesar do entrave político, os graus de liberdade da política econômica dos EUA, país detentor de "privilégio exorbitante" pela condição de emissor da moeda reserva, ainda superam os da área do Euro ou de qualquer outro país do globo.
Europa
Antes da crise, alguns países da zona do Euro, em especial Grécia, Portugal e Espanha, não dispondo da taxa de câmbio como instrumento de ajuste, apresentavam déficits crescentes em transações correntes, facilmente financiados por capitais externos atraídos pela estabilidade da moeda única. Esse crédito fácil e barato levou a um forte endividamento do setor privado na Irlanda e na Espanha e do setor público na Grécia, elevando sua fragilidade financeira.
Contudo, parecia não haver problema de financiamento para os déficits externos e fiscais no período de calmaria entre o surgimento do Euro e 2008. Porém, ao pressionar as contas públicas das economias do bloco, a crise revelou que a zona do euro não dispõe de mecanismos eficazes para lidar com situações de elevado estresse financeiro e econômico pelo fato de a união limitar-se ao aspecto monetário. Sem união fiscal, inexiste o mecanismo coletivo de auxílio aos deficitários. Somente durante a crise foi criado o European Financial Stability Facility (EFSF), o fundo de resgate das economias da zona do euro. Adicionalmente, os países do bloco não dispõem individualmente dos dois outros instrumentos de combate a crises: as políticas monetária e cambial.
As compras pelo Banco Central Europeu (BCE) de títulos públicos dos países com dificuldade de financiamento geram alívio momentâneo, mas são insuficientes para estimular a economia, posto que a liquidez resultante é anulada por operações de esterilização. Além disso, o BCE resiste em adotar medidas de afrouxamento quantitativo, ao modo do Federal Reserve americano, sob o argumento de que a inflação permanece acima da meta apertada de 2%. Este fato evidencia que a região não é uma área monetária ótima, pois a política monetária é adequada para alguns países, mas não o é para outros.
O uso anticíclico da política monetária exigiria mudança radical do BCE, que resiste em abandonar o foco exclusivo na inflação, e, do mesmo modo, o uso da política fiscal está limitado pela crise das dívidas. Para piorar, as medidas de austeridade adotadas pelos governos como condição para obter ajuda financeira tendem a dificultar a recuperação econômica do bloco, especialmente num contexto de consolidação fiscal generalizada.
Neste cenário, a recuperação da economia da região tende a ser lenta, dados os limites impostos pela própria união monetária. Daí as especulações de que alguns países, que não contam mais com o financiamento voluntário de seus déficits, possam abandonar a união para viabilizar a depreciação de suas moedas e a recuperação da competitividade sem o longo e penoso processo recessivo de redução nominal de salários e preços. Vantajosa em seu início pelos efeitos benéficos sobre o investimento e o crescimento de alguns países da periferia, a união revela-se nesse momento uma poderosa camisa de força para sua recuperação.
O Banco da Inglaterra, que preservou sua autonomia não aderindo ao Euro, acabou de anunciar nova rodada de afrouxamento quantitativo para estimular sua economia. A Suíça, igualmente, entrou explicitamente na guerra cambial desvalorizando sua moeda recentemente. Tais medidas sinalizam, para os países em dificuldade, as vantagens de abandonar a união.
China
Apesar da crise mundial, a China continua a apresentar taxa de crescimento elevada. Porém, muitos começam a questionar a sustentabilidade do seu modelo de crescimento baseado em exportações em função do tamanho atingido por sua economia e das perspectivas sombrias para a crise.
Cremos que o país depara-se com duas possibilidades. A primeira é manter o modelo, que se baseia em elevada taxa de poupança, cerca de metade do PIB, e baixo consumo, cerca de um terço. Para tanto, terá que substituir a demanda dos EUA e da Europa por novos mercados. Isto tem sido feito com relativo sucesso até o momento, como prova o forte crescimento das exportações para o Brasil. Porém, esta alternativa pressupõe a manutenção do consumo interno nos baixos padrões atuais e, como consequência, crescente dificuldade política, especialmente com uma desaceleração maior, caso a crise mundial se aprofunde.
A segunda possibilidade é explorar o seu enorme mercado interno potencial. Para tanto, terá que melhorar a distribuição da renda e o padrão de vida da população, elevando o consumo. Porém, essa escolhe implica taxa de crescimento de longo prazo menos elevada pela queda esperada na taxa de investimento. Para alguns analistas, essa queda implicaria grande dificuldade política sob a hipótese de que a legitimidade do regime pressupõe elevada taxa de expansão econômica. Entretanto, cremos ser esse um falso dilema, pois o menor crescimento será compensado por melhor distribuição de renda e maior consumo, fato apreendido na teoria do crescimento econômico sob o conceito de "regra de ouro", que postula que taxas de investimento e de crescimento mais baixas podem resultar em maior bem-estar no curto e no longo prazo, pois investimento excessivoproduz desperdício de capital.
Brasil
No Brasil, apesar do impacto recessivo no início da crise, a manutenção da renda e do emprego domésticos em níveis elevados garantiram demanda elevada. Em contraste, a produção industrial apresentou recuperação lenta e o setor permanece em estado de letargia em razão da elevada taxa de juros e da apreciação cambial.
A forte alta do dólar, causada recentemente pelas turbulências no mercado financeiro internacional em razão da fragilidade da economia européia, foi parcialmente revertida. Não obstante, o crescente déficit em transações correntes tem sido financiado com folga pela conta financeira, garantindo inclusive a manutenção pelo Banco Central do elevado nível de reservas internacionais. Todavia o crescimento tem sido baixo e de frágil sustentabilidade, visto que prejudica a indústria nacional. Em países de crescimento rápido e sustentável, esse setor é a principal fonte de inovação, de ganhos de produtividade e de geração de empregos de qualidade. Seu encolhimento deixa o país dependente de situações externas favoráveis, que podem se reverter subitamente. Além disso, o descompasso entre ademanda elevada e a fraca produção industrial, num regime de metas de inflação, frustra a euforia, posto que o Banco Central mantém elevada a taxa de juros para cumprir a meta.
Uma questão central é por que, com a renda e a demanda crescendo em ritmo elevado, a oferta de bens e serviços não responde na mesma velocidade para manter os preços estáveis. Cremos que a discussão sobre o controle da inflação deveria transcender o enfoque exclusivo na demanda, onde a taxa de juros aparece como o único instrumento de política. Esse enfoque, adotado pelo Banco Central durante a gestão anterior criava um círculo vicioso e autorrealizável que, felizmente, a atual tem olhado de forma mais crítica. O crescimento do produto potencial abaixo da demanda levava à manutenção de taxas de juros elevadas para conter a pressão inflacionária, porém essas taxas acabavam frustrando os planos de investimento e assim restringindo o próprio crescimento do produto potencial.
O controle da inflação deve continuar, pois do contrário implicaria o retorno do crescimento às custas da redução da renda real da maioria da população. Porém, não deve ocorrer contendo salários e emprego via juros elevados ou importações que desagregam as cadeias produtivas domésticas e sufocam nossa indústria. Esse controle deve ser buscado também e principalmente com políticas que estimulem a oferta e os ganhos de produtividade, em especial nos setores de produção de bens de consumo dos assalariados, que participam diretamente do índice de preços ao consumidor.
O crescimento sustentado da economia brasileira envolve, mais do que nunca, políticas que incentivem a inovação, o aumento da produtividade e impeçam que nossa pauta de exportações se concentre apenas em primários. Para tanto, é necessário uma política industrial e de desenvolvimento mais agressiva, baseada não exclusivamente em medidas protecionistas, como no passado, mas também com exigência de contrapartidas em inovação e competitividade, aliadas a investimentos em educação e ciência e tecnologia.
Perspectivas
Para que tanto a economia doméstica quanto a mundial possam crescer de maneira estável, é urgente uma reforma mais ampla do sistema monetário internacional, que traga mais estabilidade às relações entre as moedas. A liberdade aos fluxos de comércio não terá muita eficácia em meio à "guerra cambial". É com isso em mente que o Brasil levou recentemente a discussão do desalinhamento cambial à OMC.
Também é muito importante o combate ao privilégio exorbitante dos EUA, além do avanço no debate, ainda tímido, mas já lançado no âmbito do G20, de administrar os fluxos de capitais para evitar catástrofes como a atual e das últimas décadas, dando margem de manobra para as economias se defenderem contra a especulação.
Rodrigo Alves Teixeira é Coordenador Geral da Diretoria de Estudos e Relações Econômicas e Políticas Internacionais do IPEA e professor licenciado da PUC-SP. Pedro Paulo Ciseski é ex-professor da PUC-SP.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O RETRATO DA VERDADEIRA SOLIDÃO HUMANA

Homem morto trabalha por uma semana
(Notícia do New York Times) Os Gerentes de uma Editora estão tentando descobrir, porque ninguém notou que um dos seus empregados estava morto, sentado à sua mesa há 5 dias. George Turklebaum, 51 anos, que trabalhava como Verificador de Texto numa firma de Nova Iorque há 30 anos, sofreu um ataque cardíaco no andar onde trabalhava (open space, sem divisórias) com outros 23 funcionários. Ele morreu tranquilamente na segunda-feira, mas ninguém notou até ao sábado seguinte pela manhã, quando um funcionário da limpeza o questionou, porque ainda estava a trabalhar no fim de semana. O seu chefe, Elliot Wachiaski, disse: 'O George era sempre o primeiro a chegar todos os dias e o último a sair no final do expediente, ninguém achou estranho que ele estivesse na mesma posição o tempo todo e não dissesse nada. Ele estava sempre envolvido no seu trabalho e fazia-o muito sozinho.' A autópsia revelou que ele estava morto há cinco dias, depois de um ataque cardíaco.
SUGESTÃO: De vez em quando acene para os seus colegas de trabalho. Certifique-se de que eles estão vivos e mostre que você também está!
MORAL DA HISTÓRIA: Não trababalhe demais. Ninguém nota mesmo..."

(Colaboração de Jovelino Souza)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

TINTA VERMELHA

Não se apaixonem por si mesmos, nem pelo momento agradável que estamos tendo aqui. Carnavais custam muito pouco – o verdadeiro teste de seu valor é o que permanece no dia seguinte, ou a maneira como nossa vida normal e cotidiana será modificada. Apaixone-se pelo trabalho duro e paciente – somos o início, não o fim. Nossa mensagem básica é: o tabu já foi rompido, não vivemos no melhor mundo possível, temos a permissão e a obrigação de pensar em alternativas. Há um longo caminho pela frente, e em pouco tempo teremos de enfrentar questões realmente difíceis – questões não sobre aquilo que não queremos, mas sobre aquilo que QUEREMOS. Qual organização social pode substituir o capitalismo vigente? De quais tipos de líderes nós precisamos? As alternativas do século XX obviamente não servem.Então não culpe o povo e suas atitudes: o problema não é a corrupção ou a ganância, mas o sistema que nos incita a sermos corruptos. A solução não é o lema “Main Street, not Wall Street”, mas sim mudar o sistema em que a Main Street não funciona sem o Wall Street. Tenham cuidado não só com os inimigos, mas também com falsos amigos que fingem nos apoiar e já fazem de tudo para diluir nosso protesto. Da mesma maneira que compramos café sem cafeína, cerveja sem álcool e sorvete sem gordura, eles tentarão transformar isto aqui em um protesto moral inofensivo. Mas a razão de estarmos reunidos é o fato de já termos tido o bastante de um mundo onde reciclar latas de Coca-Cola, dar alguns dólares para a caridade ou comprar um cappuccino da Starbucks que tem 1% da renda revertida para problemas do Terceiro Mundo é o suficiente para nos fazer sentir bem. Depois de terceirizar o trabalho, depois de terceirizar a tortura, depois que as agências matrimoniais começaram a terceirizar até nossos encontros, é que percebemos que, há muito tempo, também permitimos que nossos engajamentos políticos sejam terceirizados – mas agora nós os queremos de volta.Dirão que somos “não americanos”. Mas quando fundamentalistas conservadores nos disserem que os Estados Unidos são uma nação cristã, lembrem-se do que é o Cristianismo: o Espírito Santo, a comunidade livre e igualitária de fiéis unidos pelo amor. Nós, aqui, somos o Espírito Santo, enquanto em Wall Street eles são pagãos que adoram falsos ídolos.Dirão que somos violentos, que nossa linguagem é violenta, referindo-se à ocupação e assim por diante. Sim, somos violentos, mas somente no mesmo sentido em que Mahatma Gandhi foi violento. Somos violentos porque queremos dar um basta no modo como as coisas andam – mas o que significa essa violência puramente simbólica quando comparada à violência necessária para sustentar o funcionamento constante do sistema capitalista global?Seremos chamados de perdedores – mas os verdadeiros perdedores não estariam lá em Wall Street, os que se safaram com a ajuda de centenas de bilhões do nosso dinheiro? Vocês são chamados de socialistas, mas nos Estados Unidos já existe o socialismo para os ricos. Eles dirão que vocês não respeitam a propriedade privada, mas as especulações de Wall Street que levaram à queda de 2008 foram mais responsáveis pela extinção de propriedades privadas obtidas a duras penas do que se estivéssemos destruindo-as agora, dia e noite – pense nas centenas de casas hipotecadas…Nós não somos comunistas, se o comunismo significa o sistema que merecidamente entrou em colapso em 1990 – e lembrem-se de que os comunistas que ainda detêm o poder atualmente governam o mais implacável dos capitalismos (na China). O sucesso do capitalismo chinês liderado pelo comunismo é um sinal abominável de que o casamento entre o capitalismo e a democracia está próximo do divórcio. Nós somos comunistas em um sentido apenas: nós nos importamos com os bens comuns – os da natureza, do conhecimento – que estão ameaçados pelo sistema.Eles dirão que vocês estão sonhando, mas os verdadeiros sonhadores são os que pensam que as coisas podem continuar sendo o que são por um tempo indefinido, assim como ocorre com as mudanças cosméticas. Nós não estamos sonhando; nós acordamos de um sonho que está se transformando em pesadelo. Não estamos destruindo nada; somos apenas testemunhas de como o sistema está gradualmente destruindo a si próprio. Todos nós conhecemos a cena clássica dos desenhos animados: o gato chega à beira do precipício e continua caminhando, ignorando o fato de que não há chão sob suas patas; ele só começa a cair quando olha para baixo e vê o abismo. O que estamos fazendo é simplesmente levar os que estão no poder a olhar para baixo…Então, a mudança é realmente possível? Hoje, o possível e o impossível são dispostos de maneira estranha. Nos domínios da liberdade pessoal e da tecnologia científica, o impossível está se tornando cada vez mais possível (ou pelo menos é o que nos dizem): “nada é impossível”, podemos ter sexo em suas mais perversas variações; arquivos inteiros de músicas, filmes e seriados de TV estão disponíveis para download; a viagem espacial está à venda para quem tiver dinheiro; podemos melhorar nossas habilidades físicas e psíquicas por meio de intervenções no genoma, e até mesmo realizar o sonho tecnognóstico de atingir a imortalidade transformando nossa identidade em um programa de computador. Por outro lado, no domínio das relações econômicas e sociais, somos bombardeados o tempo todo por um discurso do “você não pode” se envolver em atos políticos coletivos (que necessariamente terminam no terror totalitário), ou aderir ao antigo Estado de bem-estar social (ele nos transforma em não competitivos e leva à crise econômica), ou se isolar do mercado global etc. Quando medidas de austeridade são impostas, dizem-nos repetidas vezes que se trata apenas do que tem de ser feito. Quem sabe não chegou a hora de inverter as coordenadas do que é possível e impossível? Quem sabe não podemos ter mais solidariedade e assistência médica, já que não somos imortais?Em meados de abril de 2011, a mídia revelou que o governo chinês havia proibido a exibição, em cinemas e na TV, de filmes que falassem de viagens no tempo e histórias paralelas, argumentando que elas trazem frivolidade para questões históricas sérias – até mesmo a fuga fictícia para uma realidade alternativa é considerada perigosa demais. Nós, do mundo Ocidental liberal, não precisamos de uma proibição tão explícita: a ideologia exerce poder material suficiente para evitar que narrativas históricas alternativas sejam interpretadas com o mínimo de seriedade. Para nós é fácil imaginar o fim do mundo – vide os inúmeros filmes apocalípticos –, mas não o fim do capitalismo.Em uma velha piada da antiga República Democrática Alemã, um trabalhador alemão consegue um emprego na Sibéria; sabendo que todas as suas correspondências serão lidas pelos censores, ele diz para os amigos: “Vamos combinar um código: se vocês receberem uma carta minha escrita com tinta azul, ela é verdadeira; se a tinta for vermelha, é falsa”. Depois de um mês, os amigos receberam a primeira carta, escrita em azul: “Tudo é uma maravilha por aqui: os estoques estão cheios, a comida é abundante, os apartamentos são amplos e aquecidos, os cinemas exibem filmes ocidentais, há mulheres lindas prontas para um romance – a única coisa que não temos é tinta vermelha.” E essa situação, não é a mesma que vivemos até hoje? Temos toda a liberdade que desejamos – a única coisa que falta é a “tinta vermelha”: nós nos “sentimos livres” porque somos desprovidos da linguagem para articular nossa falta de liberdade. O que a falta de tinta vermelha significa é que, hoje, todos os principais termos que usamos para designar o conflito atual – “guerra ao terror”, “democracia e liberdade”, “direitos humanos” etc. etc. – são termos FALSOS que mistificam nossa percepção da situação em vez de permitir que pensemos nela. Você, que está aqui presente, está dando a todos nós tinta vermelha.
(SLAVO ZIZEK)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

ESTRATÉGIA É TUDO NA VIDA

Estratégia é tudo!!!!
Dois tubarões brancos (pai e filho) observam os sobreviventes de um naufrágio.
“ Siga-me, filho ! - diz o tubarão pai.
E nadam até os náufragos.
“ Primeiro, vamos nadar em volta deles, mostrando apenas a ponta
das nossas barbatanas fora da água.
E assim eles fizeram.
“ Muito bem, meu filho ! Agora vamos nadar ao redor deles, algumas vezes, com nossas barbatanas totalmente de fora.
E assim eles fizeram.
“ Agora, nós podemos comer todos eles.
E assim eles fizeram.
Quando finalmente se saciaram, o filho perguntou:
“ Pai, por que nós não os comemos logo de iní­cio?
Por que ficamos nadando ao redor deles várias vezes ?
O sábio e experiente pai respondeu calmamente:
Porque eles ficam mais saborosos sem merda dentro ...

Estratégia é tudo !!!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

MURO DAS LAMENTAÇÕES

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(A foto desse judeu é impagável,e o texto também!!!)
Judeu: Deus?
Deus:
Sim!
Judeu:
Eu posso lhe perguntar algo?
Deus:
Claro, meu filho !
Judeu:
O que é um milhão de anos para você?
Deus:
Um segundo.
Judeu:
E um milhão de dólares?
Deus:
Um centavo.
Judeu:
Deus, você pode me dar um centavo?
Deus:
Espere um segundo...

Água fria e o seu coração...será?




Este é um artigo muito bom. Não só sobre a água quente após a sua refeição, mas acerca de ataques cardíacos.


Os japoneses bebem chá quente com as refeições, não água fria, talvez seja hora de mudar seus hábitos de consumo.


Para aqueles que gostam de beber água fria, este artigo é aplicável a você. É bom ter um copo de bebida quente após a refeição.

A água fria solidifica o alimento gorduroso que você acabou de comer. Isso retarda a digestão. Uma vez que essa 'mistura' reage com o ácido digestivo, ela reparte-se e é absorvida pelo intestino mais depressa do que o alimento sólido. Será o intestino. Muito em breve, isso vai se transformar em gordura e levar ao câncer. É melhor tomar uma sopa quente ou água quente após cada refeição.


Sintomas comuns de ataque cardíaco grave
Uma nota sobre os ataques cardíacos - Você deve saber que nem todos os sintomas de ataques cardíacos vão ser dor no braço esquerdo. Esteja ciente de dor intensa no queixo. Você pode nunca ter primeiro uma dor no peito no decurso de um ataque cardíaco.


Náuseas e sudorese intensa são sintomas muito comuns. 60% das pessoas têm ataques cardíacos enquanto dormem e não conseguem despertar. Uma dor no maxilar pode despertar-te de um sono profundo. Vamos ser cuidadosos e estar atentos. Quanto mais se sabe, melhor a chance de sobreviver.


Um cardiologista diz que se todos os que lerem esta mensagem enviarem para 10 pessoas, você pode ter certeza que vão salvar pelo menos uma vida. Seja um verdadeiro amigo e envie este artigo para todos os seus amigos que você gosta.