quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O PENSAMENTO DO DIA

O HOMEM É UM VEÍCULO ORGÂNICO MOVIDO POR INTERESSES.

UMA GUERRA SOCIAL NA EUROPA

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

CAROS AMIGOS

Prezados (as),Saudações.
Já está nas bancas a nova edição da Caros Amigos. Destacamos na capa a entrevista exclusiva que fizemos com o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, ex-secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores no governo Lula e atualmente Alto Representante do Mercosul. Ele faz uma ampla análise da política exterior do Brasil, defende as mudanças adotadas pelo Itamaraty nos governos Lula e Dilma e rebate críticas ao papel do Brasil no Haiti e na América Latina.
O embaixador conta que se filiou recentemente ao PT, que se considera politicamente de esquerda e que não é anti-americano, mas a favor dos interesses brasileiros.
Outra excelente reportagem mostra que o plano de reforma agrária do governo federal foi totalmente abandonado pela atual gestão, que em 2011 foram assentadas pouco mais de seis mil famílias – um número ridículo diante das 180 mil famílias acampadas à espera de um pedaço de terra para trabalhar. O mais grave é que o próprio INCRA já cadastrou grandes propriedades rurais com área superior a 130 milhões de hectares improdutivos – e que poderiam ser desapropriados para novos assentamentos.
Também relacionada com a questão da terra, outra reportagem relata – com precisão e detalhes – como está a situação, hoje, no município de Anapu, no sul do Pará, onde ocorreu há seis anos o brutal assassinato da missionária Dorothy Stang, conhecida defensora do manejo sustentado da floresta. De novo, após a retirada da Polícia Federal da região, o ambiente em Anapu é de grande tensão, entre grileiros, madeireiros, posseiros e trabalhadores rurais. Uma verdadeira bomba prestes a explodir.
Destacamos também, nesta edição, uma reportagem e dois ensaios fotográficos sobre a onda de protestos contra o capitalismo, desde o 15-M, na Praça Porta do Sul, em Madri, até o 15-O, que realizou manifestações em mais de 900 cidades pelo mundo afora, inclusive em São Paulo, e em Bruxelas, na Bélgica, onde aconteceu um encontro internacional de manifestantes. Está claro que existe um ambiente internacional de descontentamento generalizado do modelo econômico neoliberal e dos regimes ditos democráticos, mas que na prática não dão a menor bola para as demandas democráticas dos povos.
A Caros Amigos contempla outras reportagens, entrevistas, artigos e análises de excelentes colaboradores, entre os quais Joel Rufino dos Santos, Renato Pompeu, José Arbex Jr., Sérgio Vaz, João Pedro Stedile, Emir Sader, Gershon Knispel, entre outros. Veja também o perfil de Milton Babosa, conhecimento militante da luta antirracista, e o belíssimo artigo do historiador Mário Maestri sobre o historiador argentino León Pomer.
Uma edição memorável. Vale a pena conferir.
Abraços.
Hamilton Octavio de Souza
Editor

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

SEM MAIS DELONGAS


CAPANão dá mais para adiar: o Brasil precisa enfrentar e desmontar
o oligopólio da mídia. Já está claro, para boa parte da sociedade,
que o aperfeiçoamento e o funcionamento da democracia
– mesmo nos marcos do capitalismo – pressupõem a democratização da comunicação social.

O modelo vigente de concessões da radiodifusão possibilita a
concentração de emissoras de rádio e TV nas mãos de alguns poucos grupos empresariais, os quais controlam a informação, restringem a liberdade de expressão, influenciam decisivamente na vida cultural, política e social do povo brasileiro. Mais do que isso: o atual sistema burla a vontade popular expressa na Constituição de 1988 e representa uma ameaça efetiva para a diversidade cultural e política.

A sociedade brasileira é testemunha do partidarismo e da manipulação dos meios nas eleições. Não faz o menor sentido que
o serviço público de radiodifusão, operado mediante concessão,
seja utilizado por interesses particulares para favorecer partidos
e candidatos do agrado dos grupos econômicos, religiosos e políticos.Está na hora do Brasil aperfeiçoar os critérios de controle
social da mídia.

A sociedade é testemunha, também, do uso dos meios para criminalizar os movimentos sociais, as populações negras, faveladas e pobres em geral. Há muito tempo que a grande mídia tem sido conivente com as violências do Estado contra os segmentos populares, ao mesmo tempo em que sonega e omite informações e fatos relevantes para o desenvolvimento nacional.

A edição especial da Caros Amigos fornece aos leitores
uma coletânea de reportagens e artigos sobre a atual situação
da comunicação, aponta os grandes nós e desafios, compara com
as saídas construídas em outros países e mostra as várias alternativas e frentes de luta para melhorar, aperfeiçoar e – principalmente – democratizar o sistema de comunicação no Brasil.

Esperamos, com isso, contribuir para a reflexão e o debate.

A edição especial está nas bancas! Vá em frente!


Revista Caros Amigos

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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

LUIS FERNANDO VERÍSSIMO PENSA EM PARAR DE ESCREVER

Aos 75 anos, o escritor diminui o ritmo e diz que está mais para depressivo do que para bem-humorado. O escritor LuisFernando Verissimo é famoso por seus textos de humor e pelas sátiras de costumes que publica em jornais de grande circulação. Comédias da Vida Privada, uma antologia de crônicas engraçadíssimas, publicada em 1994, por exemplo,virou até uma série da TV Globo em 1995. Por causa desse talento em fazer rir, fica difícil acreditar quando o próprio autor afirma que não tem vocação humorística. "O que eu tenho é a técnica para escrever textos divertidos", diz ele. "Mas meu jeito de ver as coisas está mais para depressivo", completa. De fato, esse lado depressivo do escritor não aparece em suas obras (são, ao todo, 500 mil exemplares vendidos no País). Seu último livro, Em Algum Lugar do Paraíso, é composto por 41 crônicas, a maioria delas publicada nos últimos cinco anos, no jornal O Estado de S. Paulo. Verissimo, aliás, vem diminuindo o ritmo de sua produção. Reduziu, já há alguns anos, o número de jornais para os quais escreve - se antes, chegou a publicar em dez periódicos, hoje concentra-se em três: O Globo, Estado e Zero Hora. E pensa, inclusive, em se aposentar."Penso em parar de escrever. O problema é que o dinheiro que ganho com os direitos autorais dos livros não é o suficiente para garantir minhas contas."Os leitores, aliás, já podem notar sua ausência em eventos literários. "Vou a lançamentos mais por causa da editora. Não é por prazer, pois sou caseiro e evito badalações", conta. De onde vem, então, a inspiração para os textos se ele tem se mantido mais reservado? "Às vezes, de um filme ou de uma música", diz. "Aliás, eu preferiria ser músico a escritor", revela ele. "Mas como eu escrevo melhor do que toco saxofone, vamos deixar as coisas como estão."Na casa do escritor, em Porto Alegre (RS), num porão de pedra, há vários instrumentos. Curiosamente, apesar da paixão pelo jazz, não há sequer uma crônica em sua nova obra cujo tema seja a música. No livro Em Algum Lugar do Paraíso, o autor repete a fórmula já consagrada em seus trabalhos: a de abordar situações cotidianas. Algo que faz, inclusive, em seus cartuns. Vem dessa última abordagem um dos textos mais inspirados da obra. Em Cafarnaum fala do encontro entre Guizael, dono de uma taberna, e um homem capaz de multiplicar peixes e pães, e transformar água em vinho. A história - contada em linguagem textual similar à bíblica - desenvolve-se quando Guizael tenta convencer o homem a fazer uma parceria financeira com ele. Outro destaque é Microfone Escondido, em que o casal Leonor e Ataíde resolve esconder um aparelho desses no elevador do prédio só para descobrir o que os amigos pensam deles. Toda vez que fazem um jantar para um casal de convivas, há uma nova descoberta, revelada pelo microfone antes destes chegarem ao apartamento ou quando estão descendo o elevador rumo à rua. O resultado é um sucessão de confusões e mágoas, temperada pelas construções simples (mas não simplistas) e certeiras do escritor.Por meio do humor,o autor acaba desvelando as idiossincrasias humanas. Em Pato Donald, Sérgio e Dulce, casados há 25 anos, reveem suas vidas quando o homem conta que, apesar de ter rido a vida inteira das piadas do personagem americano, admite que nunca entendeu patavinas do que ele falava. A confissão ganha, então, ares de crise existencial. E, enquanto discutem, Dulce fica preocupada, porque o zíper do vestido que sempre lhe coube está difícil de fechar.Outro exemplo interessante de narrativa é Versões. No texto, um homem entra em um bar e começa a imaginar o que teria sido de sua vida se ele tivesse feito um teste para jogar no Botafogo. De repente, surge, ao lado dele, uma versão de si mesmo que fez o tal teste. As perguntas se multiplicam e, consequentemente, mais versões dele aparecem. Nessa crônica,Verissimo toca num de seus assuntos mais caros: o futebol. Torcedor do Internacional e da Seleção, ele se preocupa com a Copa de 2014 no Brasil."Espero que as obras fiquem prontas a tempo." E fala que irá aos jogos. Até lá, terá 78 anos, Vale torcer para o pique se estenda também à escrita. Ou a literatura ficará órfã do depressivo mais bem-humorado de que se tem notícia."Em Algum Lugar do Paraíso"Luis Fernando Verissimo Editora ObjetivaPreço: R$ 36,90

O PENSAMENTO DO DIA

Infelizmente, todo o homem senti o máximo de prazer, quando vislumbra a possibilidade de obter um privilégio.