domingo, 25 de dezembro de 2011

A VÍBORA E A HIDRA

Uma víbora ia regularmente beber água numa fonte. Mas uma hidra tinha feito ali sua morada e resolveu proibir-lhe o acesso:
- Aqui é meu domínio, a víbora que se contente com o seu.
O conflito chegou a tal ponto que elas decidiram se enfrentar. Quando chegou o dia da luta, as rãs, que detestavam a hidra, foram ao encontro da víbora para encorajá-la e lhe prometeram combater a seu lado. A luta começou. Enquanto a víbora enfrentava a hidra, as rãs, incapazes de fazer qualquer coisa, coaxavam até mais não poder. Vitoriosa na luta, a víbora lhes repreendeu a conduta: "Vocês tinham prometido lutar comigo, mas, em vez de me ajudar, ficaram cantando!"
"Saiba", responderam elas, "que é com a voz e não com os braços que nós ajudamos nossos aliados".
QUANDO PRECISAMOS DE FORÇA, AS PALAVRAS NÃO SERVEM PARA NADA.
(ESOPO - século VI a. C.)

É SÓ PROPAGANDA

O otimismo do governo, com relação ao crescimento do Brasil, com uma melhor distribuição de renda é pura propaganda. Pelo menos, é o que demonstra o último Censo Demográfico realizado pelo IBGE.
As desigualdades teimam em continuar bastante acentuadas.
A distribuição geográfica da população brasileira é assustadora, dos 190 milhões de habitantes, 84,4% residem nas cidades e 15% no campo. Aqui podemos verificar o fenômeno da concentração de terras em mãos de poucos.
Mais de 44% da renda nacional está nas mãos de 10% da população, e 1,1% da renda é disputada, a tapas, entre os 10% mais pobres dos brasileiros.
Os homens, em funções iguais as das mulheres, recebem salários 42% a mais.
As diferenças salariais entre brancos e negros são constrangedoras, brancos e amarelos recebem em média R$ 1.538,00, já os negros e pardos, recebem em média R$ 834,00.
O Censo também aponta que a população negra e parda, agora, são maioria, 50,7% da população brasileira.
O governo brasileiro tem que trabalhar mais para diminuir as diferenças e fazer menos propaganda.

sábado, 24 de dezembro de 2011

A TODOS OS SEGUIDORES DA BIROSCA DO MACHADO

Que nesta data, 25 de dezembro, arranjada pelos interesses de alguns poucos homens, nos seja proporcionado momentos de reflexão, acima de tudo, das ilusões e surpresas da vida.
É necessário acreditar e impor muito além da razão, que agregar forças e trabalharmos juntos, pela concretização do bem comum, os 365 dias do ano, todos os anos, é o que realmente importa. O homem foi criado para o amor, à serviço da ternura. Ele, não é nenhum predador por natureza, se faz predador ao longo da vida apenas para obter privilégios fugazes.
Vamos juntos pensar, neste natal, que todos somos iguais perante Deus, e que Ele quer nos ver seus iguais. Este exercício é o mais saudável de todos os existentes na Terra e na vastidão do Universo.
Vamos pensar neste natal, nas pessoas que cansadas de tudo, não tem nem onde ficar.
Nas pessoas que morrem de fome.
Nas pessoas que precisam da nossa ajuda e compreensão.
Que neste Natal, aquilo que tudo fica a nossa espera, possamos encontrar a partir deste momento.
DO AMOR, DA TERNURA, DA SOLIDARIEDADE E DA IGUALDADE QUERO A COMPANHIA.

domingo, 18 de dezembro de 2011

UM SONORO NÃO A BELO MONTE



Antes de mais nada, esses versos

São pra dizer à Consciência Nacional

Que o verdadeiro Ordem e Progresso

Se principía no respeito ambiental

Dizer “não” à projetos impactantes

Que agridem os Filhos dessa Nação

É ser contra iniciativas degradantes

Que só trazem vantagens pra patrão

Belo Monte, projeto sujo faraônico

Irá produzir gás metano também letal

Ene vezes mais nocivo que o carbônico

Piorando mais o aquecimento global

E diante desse projeto degradativo

Povos da nossa amazônica região

Apresentam infinidades de motivos

Pra dizerem claramente sonoro “não”

Além dos desassossegos terríveis

Provocados por essa mega construção

Ela trará Impactos Irreversíveis

Nos rios, na fauna, na vegetação

Belo Monte um projeto tão perverso

Que agredindo os Movimentos Sociais

Já enfrenta toneladas de processos

Inclusive em Cortes Internacionais

Em torno do rio Xingu têm etnias

Gente linda, guerreira, de bem

Que vive sem aquela maldita mania

De tá cobiçando algo de alguém

Gente amiga dos rios, das matas

Ao contrário de uma raça chacal

Reacionária, nojenta, tecnocrata

Sanguessugas no Planalto Central

A gente do Xingu que hoje clama

Contra esse monte de complicação

Jamais se envolveu em mar de lama

do IBAMA, de cuecas, de mensalão

O próprio Xingu irmão dos ventos

Vive hoje cheio de preocupação

Vendo peixes, principal alimento

Com risco de diminuiçao, extinção

O Xingu das Comunidades Primitivas

Vê o governo negando a participação

De Lideranças Indíginas nas OITIVAS

“a obrigatória mesa de negociação”

Negando a participação de lideranças

A respeito da faraônica construção

Governo comete outra grande lambança

Contra os históricos donos desse chão

E a Estrela Vermelha que no passado

Foi tão defensora da causa ambiental

Hoje em caravana caminha lado a lado

Com empreiteiras companheiras do capital

Caminhando lado a lado com empreiteiras

Cujo compromisso é poluir, devastar

Tal Estrela comete as mesmas sujeiras

Políticas do período de regime militar

Ah, Vermelha, ex Estrela libertária

A poesia hoje tristemente te vê

Caminhando com gentalha reacionária

É uma pena que o poder cegou você

Os verdadeiros amigos do rio, da mata

Sabem que o belo monte de enganação

Longe de gerar energia limpa e barata

Irá levar super tarifa pra população

Aqui temos os maiores especialistas

Gente que entende de Constituição

E temos os nativos ambientalistas

Que sabem tudo sobre essa região

Gente que quer viver tranquilamente

No direito divino do USOCAPIÃO

E que é conhecedora perfeitamente

Dos riscos de catastrófica inundação

Que deixem o rio Xingu e suas matas

Lá no lugar devido, recanto da paz

E façam usinas onde o raio parta

Os gabinetes burocratas ministeriais

Que o IBAMA fiscalize as muitas tramas

em torno de si e dessa suja construção

e busque interferir nos rios de lamas

nas beiradas da negociata, corrupção

Jetro Fagundes

Farinheiro Marajoara


--

sábado, 17 de dezembro de 2011

DEUS SEGUNDO SPINOZA


*Retrato de Baruch de Spinoza, aproximadamente de 1665.*

*
“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que
saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te
divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti. *
*Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo
construíste e que acreditas ser a minha casa.*
*Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas
praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.*
*Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo
mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.*
*O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor,
teu êxtase, tua alegria. Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram
crer.*
*Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver
comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus
amigos, nos olhos de teu filhinho... Não me encontrarás em nenhum livro!*
*Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu
trabalho?*
*Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me
irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.*
*Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz... Eu te
enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de
necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.

Para não deixar cair no esquecimento...lembra?

"O que são um milhão de dólares comparado ao amor de oito milhões de cubanos."
Esta frase é de Teófilo Stevenson, boxeador cubano, com várias medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos e que recusou U$ 5 milhões de dólares, para lutar contra Muhamed Ali. Esculachando com os americanos do norte ao exaltar a importância de sua nação, Cuba.
Teófilo Stevenson foi Tricampeão Olímpico dos pesos pesados, sendo considerado o maior boxeador não profissional de todos os tempos. Tinha 1,90 de altura e pesava 93 kg.

O contexto africano nas relações internacionais




Por Rafael Balseiro Zin

Em artigo recente sobre o continente africano e as relações internacionais, Sebastien Kiwonghi, um renomado especialista, argumentou que as consequências da descolonização na África são muitas, considerando em primeiro lugar a questão das fronteiras classificadas de “artificiais” por separar, às vezes, povos da mesma língua e da mesma cultura. Além disso, do ponto de vista econômico, os novos Estados são fracos e precisam ainda das metrópoles para sua sobrevivência, bem como na área securitária. Mais adiante, propõe que as outras consequências se referem aos conflitos territoriais oriundos da busca de hegemonia de alguns países com a pretensão de anexar alguns territórios ricos em recursos naturais. Contudo, esses argumentos todos evidenciam um cenário complexo em um continente que desperta a curiosidade de estudantes e pesquisadores e que evidencia, antes, um grande desconhecimento por parte da população em geral sobre as novas possibilidades de atuação da África no contexto político mundial, que se anunciam nesse início do século XXI.

Novas perspectivas

O continente africano vive hoje novas perspectivas com relação às possibilidades de inserção nas relações internacionais. No entanto, os países que compõem o bloco possuem uma série de dilemas e conflitos que dificultam sua atuação quando o assunto é política externa. E esse fenômeno se comprova por inúmeras razões. Ao mesmo tempo em que ocorre um avanço gradual nos processos de democratização dos regimes políticos – mesmo sabendo que partidos políticos são raros e que a autorrepresentação prevalece – há uma concentração de conflitos armados internos. Mesmo vivendo hoje um forte crescimento decorrente das políticas macroeconômicas, a África ainda é palco de uma dicotomia latente entre uma elite fortemente abastada e uma população um tanto empobrecida. Isso tudo, consequentemente, evidencia uma série de contradições intrínsecas ao continente africano. Em outras palavras, é possível dizer que, mesmo com grandes avanços, a África ainda é refém de questões internas e que são empecilhos que podem e precisam ser solucionados para uma maior e melhor atuação no contexto internacional.

Comparações

Nos países que compõem o continente africano persiste, ainda hoje, uma ideia concreta de que nunca serão bons o suficiente. Isso, pois, existe uma constante comparação com o mundo ocidental – em parte reflexo do complexo colonial bastante presente no continente. Não obstante, a enormidade de matrizes etno-religiosas é um agravante que impinge as marcas da oralidade e da pluralidade na cultura africana. Além disso, em sua grande maioria, são países que funcionam com redes pessoais e de lealdade. Outro fator complicador é a maneira como os países se apresentam nas grandes questões internacionais. Mesmo tendo alguma representatividade na ONU, acabam por não exercer forte influência nas decisões internacionais, com o objetivo de não entrar em conflito direto com os demais países que, porventura, possam se tornar futuros parceiros políticos e econômicos. Em linhas gerais, todas as características aqui elencadas mostram os atuais e principais dilemas que atravancam a inserção internacional africana.

Potência africana

No Brasil, especificamente, existem dois eixos centrais que permeiam o relacionamento com o continente Africano e que devem ser observados. Por um lado, temos a interpretação dominante dos meios de comunicação de massa, de uma parcela de empresários duvidosos e de alguns setores do universo acadêmico que falseiam uma imagem constantemente trágica e inelutável e que subjulga a potência africana. Por outro, no âmbito de Estado e das relações internacionais, temos uma crescente relação comercial em setores como o de energia, tecnológico-científico e agrícola. De qualquer maneira, no Brasil ainda se mantém uma errônea ideia a respeito do futuro do continente africano com base em argumentos enviesados e que se repetem com certa regularidade. Os meios de comunicação de massa, por exemplo, insistem em criar a imagem de uma África ditatorial e inerte aos problemas sociais de seus países. O setor empresarial brasileiro, mesmo acumulando ganhos comerciais nas relações entre Brasil e África, ainda duvidam das possibilidades comerciais com o continente de forma mais duradoura. Isso se torna um problema, ao mesmo tempo em que é parte de um processo crescente de parceria e cooperação internacional. E essa contrapartida pode ser observada na atual conjuntura entre os dois países. O Brasil foi um dos primeiros países do mundo a ter embaixadas na África. Além disso, a Embrapa, por exemplo, tem realizado um importante trabalho de auxilio na implantação de novas tecnologias agrícolas, o que permite maior autonomia na produção interna e fortalecimento do continente frente ao contexto global. De modo geral, é possível afirmar que o grande problema brasileiro com relação aos países africanos é que as tragédias e genocídios ainda são mais evidenciados do que as experiências de estabilização e crescimento econômico possibilitadas, inclusive, pela cooperação do Brasil com o continente africano.

Autoconfiança

Atualmente, no contexto das relações internacionais, a África caminha mais autoconfiante – fato este que traz novas possibilidades de atuação política externa. Mesmo tendo, ainda, baixa representatividade mundial e mesmo mantendo certa dependência direta dos países europeus (e agora da China), apesar do grande número de países que compõem o continente, as recentes iniciativas políticas internas e culturais chamam a atenção da comunidade estrangeira para o renascimento africano. Até porque, a África em números não é pouca coisa. Estamos falando de aproximadamente um quarto da superfície do planeta, com um território de 30 milhões de quilômetros quadrados e cerca de 10% da população global e que deverá dobrar até 2050. Dessa maneira, a África vem sendo escolhida como parte das prioridades para novas áreas e carteiras de empréstimos do Banco Mundial. Não obstante, agentes internacionais econômicos e estratégicos querem dividir cada vez mais seus balanços e projeções, a fim de alcançar novos mercados para a expansão da economia mundial. Essa conjuntura, portanto, mostra que existem razões para o otimismo em todas as regiões da continente, o que revela a existência de uma África em crescente internacionalização e nada marginal.



Rafael Balseiro Zin cursa Sociologia e Política na Escola de Sociologia e Política de São Paulo