segunda-feira, 20 de maio de 2013


> DESABAFO DE UM BOM MARIDO
> Luís Fernando Veríssimo
 
 

>
> Minha esposa e eu sempre andamos de mãos dadas. Se eu soltar, ela vai às compras.
>
> Ela tem um liquidificador elétrico, uma torradeira elétrica, e uma máquina de fazer pão elétrica.
> Então ela disse: 'Nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar'.
> Daí comprei pra ela uma cadeira elétrica.
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> Eu me casei com a 'Sra. Certa'. Só não sabia que o primeiro nome dela era 'Sempre'.
>
> Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la.
> Mas tenho que admitir, a nossa última briga foi culpa minha.
> Ela perguntou: 'O que tem na TV?' E eu disse 'Poeira'.
>
> No começo Deus criou o mundo e descansou.
> Então, Ele criou o homem e descansou.
> Depois, criou a mulher. Desde então, nem Deus, nem o homem, nem o Mundo tiveram mais descanso.
>
> Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempre me dando a entender que eu deveria consertá-lo. Mas eu sempre acabava tendo outra coisa para cuidar antes, o caminhão, o carro, a pesca, sempre alguma coisa mais importante para mim. Finalmente ela pensou num jeito esperto de me convencer.
> Certo dia, ao chegar em casa, encontrei-a sentada na grama alta, ocupada em podá-la com uma tesourinha de costura. Eu olhei em silêncio por um tempo, me emocionei bastante e depois entrei em casa.
> Em alguns minutos eu voltei com uma escova de dente e lhe entreguei.
> '- Quando você terminar de cortar a grama,' eu disse, 'você pode também varrer a calçada.'
> Depois disso não me lembro de mais nada. Os médicos dizem que eu voltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida'.
>
> 'O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa e a outra é o marido...

sábado, 18 de maio de 2013

CONFIRA....


Confira as notícias mais lidas nesta semana no site Caros Amigos
Lista inclui as 5 notícias mais lidas de 11/05 a 17/05

Leilões do petróleo ameaçam controle do país sobre o produto
Lei promulgada por FHC em permite leilão do pretóleo, empresas estrangeiras que ganharem leilão podem explorar o produto e envia-lo a diretamente a Europa de navio, sem que precise passar pelo território nacional.

O medo de ousar e a submissão ao capital
A antiga prática condenada do “fisiologismo” passou a ser gentilmente qualificado de “garantia da governabilidade". Por Paulo Kliass

A quem serve a MP dos Portos?
Como 95% do comércio exterior brasileiro se dá através dos portos, é razoável imaginar que o marco regulatório do setor tenha contribuído para esta performance. Apesar disso, surpreendentemente o país é sacudido por uma “urgência”: a imediata e radical substituição do “caótico” modelo portuário brasileiro. Por José Augusto Valente e Samuel Gomes

Católicos e cristãos entre Francisco e Feliciano
Vem se constituindo no Brasil uma plataforma evangélica liderada pelo pastor Marcos Feliciano. Projeto de defesa raivosa da família tradicional, de aspirações facistas típicas dos tempos da ditadura militar. Por Fábio Py Murta de Almeida

A teatralização do atentado de Boston
Em artigo, Leonardo Boff mostra que é preciso refletir sobre a espetacularização dos atentados terroristas. ( Foto: Revista Fórum)

Tropicália, o filme
O filme, retrata o panorama político e, principalmente, cultural de 1967 a 1969, os anos de ouro do Tropicalismo.
Males do Mundo Atual
Pânico, depressão, doenças tecnológicas, consumismo, alimentos envenenados. Nessa semana, a Caros Amigos Especial Males do Mundo Atual está de volta às bancas de todo o país.

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Confira as notícias mais lidas nesta semana no site Caros Amigos
Lista inclui as 5 notícias mais lidas de 20/04 a 26/04

Itamar Souza: Quando se criminaliza a vítima
Victor e Itamar morreram de forma violenta, brutal (...).Mas as diferenças entre esses dois jovens se aprofundaram com suas mortes. Por Walter Takemoto

O sequestro cognitivo histórico nas escolas públicas de SP
O ensino de História sofre um golpe desferido pela SEE/SP que, à guisa de modernizar a educação e melhorar o ensino de Língua Portuguesa e Matemática, promove um verdadeiro desarranjo curricular. Por Antonio S. de Almeida Neto

Professores entram em greve em 23 estados
Professores em greve exigem que Alckmin cumpra a lei, aumente salários e garanta aos professores condições de trabalho dignas nas escolas. (Foto: Apeoesp/Fernando Cardoso)

Filme "Hoje" retrata herança maldita da ditadura
"Hoje", novo longa de Tata Amaral, estreia no circuito com a história de ex-militantes torturados e suas heranças malditas do período da ditadura militar. (Foto: Divulgação)

Desumanização no capitalismo
A desumanização aparece no modo de produção capitalista como uma deformidade intrínseca do capital, que acomete a sociedade civil; Por Ari de Oliveira Zenha

A nova edição de Caros Amigos, já nas bancas
O avanço das bancadas conservadoras no Congresso Nacional, o futuro da Venezuela sem Chávez e entrevista com o geógrafo britânico David Harvey estão na nova edição de Caros Amigos, já nas bancas!

O próximo livro que você vai ler talvez esteja aqui. Confira!Seu apoio à mídia independente é decisivo. Assine Caros Amigos.Coleção Revoluções do Século 20. Saiba mais.

domingo, 12 de maio de 2013

Confira as notícias mais lidas nesta semana no site Caros Amigos
Lista inclui as 5 notícias mais lidas de 04/05 a 10/05

Católicos e cristãos entre Francisco e Feliciano
Vem se constituindo no Brasil uma plataforma evangélica liderada pelo pastor Marcos Feliciano. Projeto de defesa raivosa da família tradicional, de aspirações facistas típicas dos tempos da ditadura militar. Por Fábio Py Murta de Almeida

A teatralização do atentado de Boston
Em artigo, Leonardo Boff mostra que é preciso refletir sobre a espetacularização dos atentados terroristas. ( Foto: Revista Fórum)

Jean Wyllys: Feliciano só quer os holofotes
Deputado Jean Willys diz que Feliciano quer holofote e busca alternativas à CMDH. (Foto: Rede Brasil Atual)

Quem luta sempre ganha: professores de Salvador derrotam Alfa e Beto
Com base em parecer formulado por professoras da Faculdade de Educação da UFBA, as promotoras consideraram incompatível o uso dos materiais do pacote Alfa e Beto de forma concomitante com os livros do PNLD e o PNAIC. Por Walter Takemoto

Males do Mundo Atual
Pânico, depressão, doenças tecnológicas, consumismo, alimentos envenenados. Nessa semana, a Caros Amigos Especial Males do Mundo Atual está de volta às bancas de todo o país.

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sexta-feira, 10 de maio de 2013


INCOMPETÊNCIA OLÍMPICA

Ao contrário de todo mundo, acho que ter sido escolhida sede das Olimpíadas foi uma das piores coisas que podiam ter acontecido ao Rio. Junte-se a isso a famigerada Copa, e a desgraça está feita. Antes que me atirem mais pedras do que provavelmente já estarão atirando depois dessas duas primeiras frases, esclareço que não tenho nada contra as Olimpíadas nem contra a Copa como espetáculos, muito antes pelo contrário. Acho os dois eventos bonitos e simbólicos e fico fascinada com a mistura de gentes que proporcionam. Minha implicância é com a corrupção abissal que as cerca e com a sua realização no Brasil -- sobretudo, no Rio de Janeiro. Não duvido que tanto Copa quanto Olimpíadas corram lindamente: somos os reis do jeitinho, e com um superfaturamento aqui e uma enganação ali, teremos (quase) tudo pronto a tempo. Se não forem assaltados, estuprados ou mortos, os turistas voltarão para casa com belas lembranças.

A questão, no entanto, não é o que os turistas dirão de nós; a questão é o que vai acontecer, e o que já está acontecendo, conosco. Tanto a Copa quanto as Olimpíadas têm funcionado, até aqui, como carta branca para tudo o que é descalabro. A sensação que tenho -- e peço encarecidamente que me corrijam se eu estiver errada -- é que nunca se roubou tanto, e tão impunemente, neste país. Não, não tenho números. Não tenho fatos. Tenho apenas a percepção de alguém que vê os valores de obras desnecessárias aumentando astronomicamente, enquanto os cidadãos ficam entregues à própria sorte num cotidiano cada vez mais degradado.

Com a desculpa das Olimpíadas, o metrô está sendo ampliado sem nenhum critério. Dia sim outro também mais uma árvore vem abaixo por causa das obras; a destruição no Leblon consegue ser pior do que a de Ipanema. Em breve não sobrará um único pedacinho verde no bairro. Os poucos equipamentos que nos ficaram do Pan foram sucateados sem a menor cerimônia; os atletas foram despejados porque, como bem sabemos, a principal preocupação do Comitê Olímpico não é com o esporte, e sim com o faturamento.

Mas ainda que tudo estivesse sendo feito com a maior correção, os benefícios trazidos pela realização desses eventos seria questionável. Montreal que é Montreal levou 30 anos para quitar a dívida dos Jogos Olímpicos de 1976. Até agora ninguém descobriu o que os jogos de 2004 fizeram de positivo por Atenas: os equipamentos construídos na ocasião já estavam desertos e em ruínas antes mesmo da crise, e o número de empregos diminuiu com velocidade ainda maior do que tinha crescido tão logo a festa acabou. O famoso Ninho do Pássaro, em Beijing, virou um elefante branco -- e olhem que o que não falta na China é gente para encher estádio.

Não é de ontem que penso assim, mas se ainda me restasse qualquer dúvida em relação a esses desastres econômicos, ela teria se transformado na mais absoluta certeza depois que assisti à entrevista do ministro Aldo Rebelo, da Nike, no programa Roda Viva. Não sei o que me indignou mais, se a má fé com que ele respondia às perguntas dos jornalistas, ou o pouco caso que faz da inteligência dos brasileiros. Há muito tempo eu não ouvia tanta besteira entoada com tanto cinismo.

Ninguém precisa entender nada de futebol para prever que um estádio de 44 mil lugares em Manaus vai virar elefante branco; para o ministro, porém, questionar a necessidade dessa construção é ser preconceituoso com a região Norte. Ninguém precisa entender nada do caráter das leis para perceber como é absurdo um país abrir mão da sua legislação só porque a Fifa quer vender cerveja nos estádios; para o ministro, no entanto, essa distorção é tão trivial quanto a eventual realização de uma corrida de automóveis numa área urbana, onde a lei estabelece limites de velocidade.

No mais, como qualquer pessoa despreparada, ele não tem dúvidas, só certezas. Acha que não podemos nos queixar do Engenhão já estar podre porque, afinal, o estádio "recebeu os jogos dos grandes clubes nos últimos tempos"; considera que o país está perfeitamente preparado para grandes eventos, dado que recebemos a família real portuguesa em 1808; afirma, categoricamente, que teremos cobertura 4G em dois meses (até agora, existem apenas quatro cidades cobertas, entre elas as megalópoles de Búzios, Paraty e Campos do Jordão, e uma única operadora oferecendo o serviço); diz que o dinheiro público empenhado nos estádios foi emprestado "mediante garantias" e que "não há nada mais fiscalizado no Brasil do que o dinheiro da Copa".

Em qualquer país medianamente civilizado, uma entrevista tão constrangedora seria motivo suficiente para apeá-lo do ministério. Se Aldo Rebelo falou da boca para fora, tentando nos enrolar, não merece respeito; se é sincero e acredita no que disse, não tem competência nem para servir cafezinho na repartição.

(O Globo, Segundo Caderno, 11.4.2013)

ESMAGADOS PARA FAZEREM NOSSAS ROUPAS...

Caros amigos do Brasil, 



Centenas de mulheres de Bangladesh morreram queimadas ou soterradas enquanto produziam *nossas* roupas! Dentro de alguns dias, as principais empresas de moda poderão assinar um pacto que poderá tanto ser um forte código de segurança ou um acordo fraco para “inglês ver”. Se um milhão de nós exigirmos que o presidente da GAP assine um acordo que salvará vidas, outros seguirão:

Assine a petição
Todos nós vimos as horríveis imagens de centenas de mulheres inocentes queimadas ou soterradas até a morte nas fábricas enquanto faziam nossas roupas. Entretanto, nos próximos dias, temos a oportunidade de fazer com que as empresas do setor impeçam que isso aconteça outra vez, seja em Bangladesh ou no Brasil. 

Grandes empresas estão numa corrida desenfreada para reduzir custos. Grandes marcas da moda são abastecidas por centenas de fábricas em Bangladesh. Agora duas marcas, incluindo Calvin Klein, assinaram um forte código de segurança contra incêndio em Bangladesh. Outras, estão em reuniões de emergência decidindo se assinam ou não e nossa pressão pode fazer com que eles assinem

As negociações terminam dentro de alguns dias. GAP, que possui as marcas Emme, Cori e Luigi Bertolli está mais suscetível a dar o primeiro passo para apoiar um forte acordo, e a melhor forma de pressioná-la é ir atrás de seu presidente. Se um milhão de nós apelar diretamente a ele em uma petição, página do Facebook, tweets, e anúncios, seus amigos e familiares irão todos ouvir falar deles. Ele saberá que sua reputação e a de sua empresa estará em jogo. Assine pela segurança dos trabalhadores e encaminhe este email para todos:

http://www.avaaz.org/po/bangladesh_brazil/?biAzibb&v=24876

O recente acidente segue um padrão em Bangladesh e no Brasil. Nos últimos anos, incêndios e outros desastres tiraram milhares de vidas e deixaram outros feridos demias para poderem trabalhar. O governo de Bangladesh faz vista grossa para as péssimas condições de trabalho, permitindo que os fornecedores reduzam os custos para fazer roupas a um ritmo e preço de acordo com a expectativa dos gigantes da moda mundial. As grandes marcas dizem que monitoram, mas os trabalhadores dizem que as empresas não são confiável para fazer suas próprias auditorias

O acordo de segurança apoiado por trabalhadores dessa indústria exige inspeções independentes, relatórios públicos sobre as condições das fábricas fornecedoras, e consertos obrigatórios. O acordo seria válido inclusive ​​nos tribunais dos países de origem das empresas! Os detalhes de quais empresas compravam da fábrica que desabou na semana passada ainda não são conhecidos e não há nenhuma evidência de que a GAP estava entre elas. Mas trabalhadores morreram em outras fábricas fornecedoras da GAP em Bangladesh e seu comprometimento agora iria colocar uma enorme pressão sobre outras empresas. 

As empresas estão decidindo o que fazer nesse momento. Vamos pedir ao presidente da GAP para assumir a liderança na indústria comprometendo-se com o plano de segurança.Assine, e em seguida compartilhe esse email amplamente - quando chegarmos a 1 milhão de assinaturas, vamos publicar anúncios publicitários que os chefes dessas grandes marcas não poderão ignorar:

http://www.avaaz.org/po/bangladesh_brazil/?biAzibb&v=24876

Mais de uma vez os membros da Avaaz se uniram para lutar contra a ganância corporativa e apoiar os direitos humanos. No ano passado, nós ajudamos 100 trabalhadores indianos a voltar em segurança para casa quando uma empresa do Bahrein se recusou a deixá-los sair do país. Vamos agora ajudar a parar a corrida mortal para o fundo de segurança de fábrica. 

Com esperança e determinação 

Jamie, Jeremy, Alex, Ari, Diego, Marie, Maria-Paz, Ricken e toda equipe da Avaaz PS - Muitas campanhas da Avaaz são iniciadas por membros da nossa comunidade!Comece a sua agora e vença sobre qualquer assunto - local, nacional ou global:http://www.avaaz.org/po/petition/start_a_petition/?bgMYedb&v=23917 


Mais informações: 

Desabamento em Bangladesh revela lado obscuro da indústria de roupas (BBC Brasil)
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/04/130428_bangladesh_tragedia_lado_obscuro.shtml 

Sobe para 501 número de mortos em desabamento em Bangladesh (Folha de S. Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/05/1272652-sobe-para-501-numero-de-mortos-em-desabamento-em-bangladesh.shtml 

Indústria cobra explicações sobre condições de trabalho em Bangladesh (Zero Hora)
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/mundo/noticia/2013/05/industria-cobra-explicacoes-sobre-condicoes-de-trabalho-em-bangladesh-4124526.html 

Precárias condições de trabalho fazem grifes famosas repensarem produção em Bangladesh (G1)
http://g1.globo.com/videos/v/precarias-condicoes-de-trabalho-fazem-grifes-famosas-repensarem-producao-em-bangladesh/2551870/ 


Apoie a comunidade da Avaaz!
LOJA CAROS AMIGOS

Sobre os olhos saltitantes, Tropicália, o filme

O filme, retrata o panorama político e, principalmente, cultural de 1967 a 1969, os anos de ouro do Tropicalismo. Com uma rica pesquisa de foto, vídeo e áudio – vários deles inéditos até mesmo para os próprios tropicalistas – o documentário é, segundo o diretor, o filme definitivo sobre a Tropicália. Será? 
Por entre fotos e nomes, o diretor Marcelo Machado vai sem lenço, mas com muitos documentos. Começando em 1967, ele busca no III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, o começo de uma revolução.
Rico em recursos gráficos, entrevistas e, claro, com uma impecável trilha sonora, Marcelo Machado conseguiu. Ele conseguiu nos emocionar e nos transferir, de alguma maneira, àquele momento tão efervescente e antropofágico dos anos 60.
Assista vídeo de apresentação

Receba em casa 12 edições com preço reduzido. Assine Caros Amigos.

O próximo filme que você vai assistir talvez esteja na lista abaixo.Confira.

A Idade da Terra
Buena Vista Social Club
Chevolution - A história da fotografia mais reproduzida do mundo.
Deus e o Diabo na Terra do Sol
Jango
Raul: o Início, o Fim e o Meio
Suíte Havana
Utopia e Barbárie