quarta-feira, 12 de junho de 2013
70 ANOS SEM TROTSKY
Liev Davidovich Bronstein nasceu no dia 26 de outubro de 1879 (mesmo dia em que, 38 anos depois, seria vitoriosa a insurreição de Outubro) no vilarejo ucraniano de Yanovka, Império Russo. Judeu, filho de camponeses médios, aderiu ao marxismo aos 19 anos, passando a reunir os operários da região em uma organização político-sindical ligada à social-democracia da época e denominada "União Operária do Sul da Rússia".
Trotsky (pseudônimo emprestado de seu carcereiro em 1902) passou por três longos exílios fora da Rússia (1902-1905, 1907-1917 e 1927-1940), mas também participou de três revoluções (1905, Fevereiro de 1917 e Outubro de 1917). Foi por duas vezes presidente do Soviete de Petrogrado (1905 e 1917). Trabalhou como correspondente em duas guerras: nos Balcãs em 1910 e durante a 1ª Guerra Mundial em 1914. Membro do Comitê Militar Revolucionário durante a insurreição de Outubro de 1917, dirigiu os operativos que levaram os bolcheviques ao poder. Depois da vitória da insurreição, assumiu o Comissariado do Povo para Assuntos Estrangeiros e esteve à frente das negociações sobre a paz com a Alemanha em Brest-Litovsky em 1918.
Formou e dirigiu o Exército Vermelho, cujo contingente chegou a cinco milhões de homens e mulheres em 1920. Venceu 14 exércitos estrangeiros durante a Guerra Civil. Depois de 1921, se dedicou às questões econômicas do jovem Estado Operário. Inspirou, junto com Lenin, a formação da III Internacional, redigindo seus principais documentos e declarações. Após a morte de Lenin, travou uma batalha sem trincheiras contra a burocratização do Estado Soviético e a degeneração do Partido Bolchevique pelo stalinismo. Expulso da URSS em 1927 por denunciar o curso anti-proletário da burocracia do Kremlin, Trotsky percorreu o mundo durante 10 anos em busca de asilo, até seu pedido ser aceito pelo governo mexicano em 1937. Morreu assassinado por um agente stalinista em agosto de 1940.
Trotsky era um homem de ação, mas não de ação sem verdade. Para ele a atividade prática revolucionária era inseparável do estudo e do trabalho intelectual. Aos 26 anos, em base à experiência da revolução de 1905, formulou a Teoria da Revolução Permanente, onde previa de maneira brilhante que, numa Rússia atrasada e semi-feudal, somente a classe operária seria capaz de cumprir as tarefas que historicamente teriam cabido à burguesia. Doze anos depois seus prognósticos se cumpririam de maneira categórica.
Mas seu trabalho teórico mais importante é, sem a menor sombra de dúvidas, "A Revolução Traída" de 1936. Nele Trotsky analisa o processo de burocratização da URSS e do Partido Bolchevique e sentencia: ou a classe operária soviética, sob a direção de um partido revolucionário, fará uma revolução política, que limpe dos sovietes e do Estado Operário a burocracia parasitária, ou o capitalismo será restaurado na Rússia. Cinquenta anos depois, a restauração do capitalismo em absolutamente todos os países de economia planificada confirmou de maneira dramática a previsão de Trotsky.
Trotsky possui uma vasta obra sobre uma infinidades de temas. Escreveu sobre literatura, psicologia, opressão da mulher, moral e muitos outros temas. Analisou e nos deixou valorosas lições sobre cada um dos processo revolucionários que presenciou: a revolução alemã de 1923, a revolução chinesa de 1927, a revolução espanhola de 1931-1937 e a II Guerra Mundial. Nos deixou ainda duas obras belíssimas de inestimável valor histórico e literário: "A História da Revolução Russa" e "Minha Vida", sua autobiografia.
Esse homem, cujo nome está gravado para sempre na história do século XX, via como seu maior feito não a vitória da Revolução de Outubro, nem a formação do Exército Vermelho ou a construção da III Internacional, mas sim o fato de ter dado a batalha pela continuidade da tradição marxista através da fundação da IV Internacional em 1938. Trotsky costumava dizer que se ele não estivesse presente em outubro de 1917 em Petrogrado, Lenin ainda assim teria garantido a vitória da insurreição. O mesmo teria acontecido com a Guerra Civil e a III Internacional. Mas a construção da IV Internacional era uma tarefa que somente ele poderia cumprir, uma vez que Lenin já havia morrido. Sem a construção de uma nova Internacional, a tradição marxista e proletária se perderia para sempre, fruto da degeneração da III Internacional.
As duras condições em que a IV Internacional se construiu tornavam sua fundação ainda mais necessária. O stalinismo havia triunfado na URSS e o nazismo chegado ao poder na Alemanha. Era preciso formar uma Internacional capaz de continuar, assim que as condições o permitissem, a luta de Marx, Engels, Lenin, Rosa e do próprio Trotsky.
Trotsky era de estatura média, tinha cabelos negros e encaracolados, grandes olhos azuis, voz metálica e fala rápida. Ao discursar, gesticulava rica e elegantemente. Trabalhou com Lenin na equipe de redação do Iskra em Londres em 1902. Depois da cisão entre bolcheviques e mencheviques em 1903 se afastou de Lenin por vários anos. Nunca foi, no entanto, menchevique. Tinha poucos amigos íntimos dentro do Partido, mas com aqueles que eram seus amigos, conservava estreitos laços.
Da maioria dos dirigentes, no entanto, guardava certa distância. Mesmo sua relação com Lenin nunca foi de proximidade pessoal. Teve quatro filhos de dois casamentos. Todos morreram antes dele, dois dos quais pelas mãos diretas do stalinismo. Conheceu a mais absoluta glória e o mais terrível fracasso. Nunca encarou, no entanto, nem um nem outro, desde um ponto de vista pessoal. Para Trotsky, sua sorte era a sorte do proletariado em luta, suas glórias e fracassos eram as glórias e fracassos da classe operária mundial e portanto, de caráter essencialmente político.
Depois de ser atingido na cabeça com um golpe de picareta por Ramon Mercader, agente da GPU, a polícia política stalinista, Trotsky ainda lutou contra a morte por 22 horas e veio a óbito às 19:25 do dia 21 de agosto de 1940. A necrópsia realizada revelou um cérebro e um coração "de dimensões incomuns", segundo o relato do legista. No dia 27 de agosto o corpo de Trotsky foi cremado e as cinzas depositadas em um túmulo especialmente construído no fundo do quintal de sua casa em Coyoacán. "Que o fogo queime tudo o que se decompõe", determinou Trotsky antes de morrer. Sobre o túmulo, foi colocada uma grande pedra branca com a foice e o martelo talhados em baixo-relevo.
No hospital, antes de perder definitivamente a consciência, Trotsky pediu a seu secretário que registrasse sua última mensagem: "Estou próximo da morte pelo golpe de um assassino político. Ele me atingiu em minha sala, lutei com ele... nós entramos... ele me atingiu... por favor, diga a nossos amigos... estou confiante... na vitória... da IV Internacional... adiante!".
Aos 70 anos de seu assassinato, as idéias de Trotsky permanecem vivas na luta e na organização da classe operária mundial. Trotsky morreu. Viva Trotsky!
Trotsky (pseudônimo emprestado de seu carcereiro em 1902) passou por três longos exílios fora da Rússia (1902-1905, 1907-1917 e 1927-1940), mas também participou de três revoluções (1905, Fevereiro de 1917 e Outubro de 1917). Foi por duas vezes presidente do Soviete de Petrogrado (1905 e 1917). Trabalhou como correspondente em duas guerras: nos Balcãs em 1910 e durante a 1ª Guerra Mundial em 1914. Membro do Comitê Militar Revolucionário durante a insurreição de Outubro de 1917, dirigiu os operativos que levaram os bolcheviques ao poder. Depois da vitória da insurreição, assumiu o Comissariado do Povo para Assuntos Estrangeiros e esteve à frente das negociações sobre a paz com a Alemanha em Brest-Litovsky em 1918.
Formou e dirigiu o Exército Vermelho, cujo contingente chegou a cinco milhões de homens e mulheres em 1920. Venceu 14 exércitos estrangeiros durante a Guerra Civil. Depois de 1921, se dedicou às questões econômicas do jovem Estado Operário. Inspirou, junto com Lenin, a formação da III Internacional, redigindo seus principais documentos e declarações. Após a morte de Lenin, travou uma batalha sem trincheiras contra a burocratização do Estado Soviético e a degeneração do Partido Bolchevique pelo stalinismo. Expulso da URSS em 1927 por denunciar o curso anti-proletário da burocracia do Kremlin, Trotsky percorreu o mundo durante 10 anos em busca de asilo, até seu pedido ser aceito pelo governo mexicano em 1937. Morreu assassinado por um agente stalinista em agosto de 1940.
Trotsky era um homem de ação, mas não de ação sem verdade. Para ele a atividade prática revolucionária era inseparável do estudo e do trabalho intelectual. Aos 26 anos, em base à experiência da revolução de 1905, formulou a Teoria da Revolução Permanente, onde previa de maneira brilhante que, numa Rússia atrasada e semi-feudal, somente a classe operária seria capaz de cumprir as tarefas que historicamente teriam cabido à burguesia. Doze anos depois seus prognósticos se cumpririam de maneira categórica.
Mas seu trabalho teórico mais importante é, sem a menor sombra de dúvidas, "A Revolução Traída" de 1936. Nele Trotsky analisa o processo de burocratização da URSS e do Partido Bolchevique e sentencia: ou a classe operária soviética, sob a direção de um partido revolucionário, fará uma revolução política, que limpe dos sovietes e do Estado Operário a burocracia parasitária, ou o capitalismo será restaurado na Rússia. Cinquenta anos depois, a restauração do capitalismo em absolutamente todos os países de economia planificada confirmou de maneira dramática a previsão de Trotsky.
Trotsky possui uma vasta obra sobre uma infinidades de temas. Escreveu sobre literatura, psicologia, opressão da mulher, moral e muitos outros temas. Analisou e nos deixou valorosas lições sobre cada um dos processo revolucionários que presenciou: a revolução alemã de 1923, a revolução chinesa de 1927, a revolução espanhola de 1931-1937 e a II Guerra Mundial. Nos deixou ainda duas obras belíssimas de inestimável valor histórico e literário: "A História da Revolução Russa" e "Minha Vida", sua autobiografia.
Esse homem, cujo nome está gravado para sempre na história do século XX, via como seu maior feito não a vitória da Revolução de Outubro, nem a formação do Exército Vermelho ou a construção da III Internacional, mas sim o fato de ter dado a batalha pela continuidade da tradição marxista através da fundação da IV Internacional em 1938. Trotsky costumava dizer que se ele não estivesse presente em outubro de 1917 em Petrogrado, Lenin ainda assim teria garantido a vitória da insurreição. O mesmo teria acontecido com a Guerra Civil e a III Internacional. Mas a construção da IV Internacional era uma tarefa que somente ele poderia cumprir, uma vez que Lenin já havia morrido. Sem a construção de uma nova Internacional, a tradição marxista e proletária se perderia para sempre, fruto da degeneração da III Internacional.
As duras condições em que a IV Internacional se construiu tornavam sua fundação ainda mais necessária. O stalinismo havia triunfado na URSS e o nazismo chegado ao poder na Alemanha. Era preciso formar uma Internacional capaz de continuar, assim que as condições o permitissem, a luta de Marx, Engels, Lenin, Rosa e do próprio Trotsky.
Trotsky era de estatura média, tinha cabelos negros e encaracolados, grandes olhos azuis, voz metálica e fala rápida. Ao discursar, gesticulava rica e elegantemente. Trabalhou com Lenin na equipe de redação do Iskra em Londres em 1902. Depois da cisão entre bolcheviques e mencheviques em 1903 se afastou de Lenin por vários anos. Nunca foi, no entanto, menchevique. Tinha poucos amigos íntimos dentro do Partido, mas com aqueles que eram seus amigos, conservava estreitos laços.
Da maioria dos dirigentes, no entanto, guardava certa distância. Mesmo sua relação com Lenin nunca foi de proximidade pessoal. Teve quatro filhos de dois casamentos. Todos morreram antes dele, dois dos quais pelas mãos diretas do stalinismo. Conheceu a mais absoluta glória e o mais terrível fracasso. Nunca encarou, no entanto, nem um nem outro, desde um ponto de vista pessoal. Para Trotsky, sua sorte era a sorte do proletariado em luta, suas glórias e fracassos eram as glórias e fracassos da classe operária mundial e portanto, de caráter essencialmente político.
Depois de ser atingido na cabeça com um golpe de picareta por Ramon Mercader, agente da GPU, a polícia política stalinista, Trotsky ainda lutou contra a morte por 22 horas e veio a óbito às 19:25 do dia 21 de agosto de 1940. A necrópsia realizada revelou um cérebro e um coração "de dimensões incomuns", segundo o relato do legista. No dia 27 de agosto o corpo de Trotsky foi cremado e as cinzas depositadas em um túmulo especialmente construído no fundo do quintal de sua casa em Coyoacán. "Que o fogo queime tudo o que se decompõe", determinou Trotsky antes de morrer. Sobre o túmulo, foi colocada uma grande pedra branca com a foice e o martelo talhados em baixo-relevo.
No hospital, antes de perder definitivamente a consciência, Trotsky pediu a seu secretário que registrasse sua última mensagem: "Estou próximo da morte pelo golpe de um assassino político. Ele me atingiu em minha sala, lutei com ele... nós entramos... ele me atingiu... por favor, diga a nossos amigos... estou confiante... na vitória... da IV Internacional... adiante!".
Aos 70 anos de seu assassinato, as idéias de Trotsky permanecem vivas na luta e na organização da classe operária mundial. Trotsky morreu. Viva Trotsky!
terça-feira, 11 de junho de 2013
COMO 30 ALUNOS DA 5ª SÉRIE MUDARAM O MUNDO...
Caros amigos,
Gleb viajou para Alemanha para fazer um tratamento contra leucemia. Ele passou por uma operação que salvou sua vida e passou a assistir aulas na escola, rapidamente se transformando no melhor da classe. Mas o governo alemão tentou deportá-lo de volta para a Rússia. Os colegas de classe do Gleb criaram uma petição endereçada aos funcionários do governo local e pediram a eles que impedissem a deportação.
Quando a petição ficou famosa, um funcionário local do governo alemão começou a olhar para a campanha feita pelas crianças. E, em questão de semanas, Gleb foi salvo e conseguiu continuar o tratamento de que tanto precisava. Seus amigos salvaram o seu futuro, e tudo começou com uma simples ação. Com apenas um clique, é possível começar campanhas sobre as questões mais importantes para nossa comunidade ou compartilhar com nossos amigos. Nunca se sabe quem poderá começar a próxima campanha para mudar a vida de alguém, ou mudar o mundo!
http://www.avaaz.org/po/ petition/start_a_petition/?cl= 2935455958&v=25735
Os colegas de classe do Gleb começaram uma campanha incrível em questão de minutos e alcançaram uma grande vitória. Vamos imaginar o seguinte: e se todos nós dedicássemos uma pequena parte do nosso tempo livre para começar uma campanha? Não há limite para as coisas que poderemos alcançar!
Começar uma campanha é muito rápido, mas o impacto da vitória pode durar anos. E mais: se uma petição espontaneamente tiver apoio da comunidade e das pessoas em geral, a equipe da Avaaz poderá escolhê-la, dar conselhos de estratégia, ajudar os criadores a falarem com a mídia, e até mesmo enviá-la para mais membros da comunidade. Temos várias dicas e conselhos para ajudar os criadores das petições nesta jornada. É preciso apenas dar o primeiro passo, contagiar os outros com nosso entusiasmo e logo estaremos próximos à linha de chegada: alcançando vitórias sobre questões locais, nacionais e globais.
Vamos compartilhar este email com todas as pessoas que conhecemos e que têm ideias sensacionais para fazer do mundo um lugar melhor – ou podemos começar a mudança juntos agora mesmo neste link:
http://www.avaaz.org/po/ petition/start_a_petition/?cl= 2935455958&v=25735
Muitas das campanhas da Avaaz foram criadas por membros da comunidade. Campanhas que vão desde salvar centenas de trabalhadores indianos que estavam no Bahrein até permitir que parceiros e cônjuges visitem as pessoas que amam nas prisões do Novo México, nos EUA. Todas estas campanhas foram criadas em apenas algumas minutos. Vamos juntos nos tornar transformadores do mundo e multiplicar o nosso impacto milhares de vezes.
Com esperança e entusiasmo por tudo aquilo que conseguimos fazer juntos.
Gleb viajou para Alemanha para fazer um tratamento contra leucemia. Ele passou por uma operação que salvou sua vida e passou a assistir aulas na escola, rapidamente se transformando no melhor da classe. Mas o governo alemão tentou deportá-lo de volta para a Rússia. Os colegas de classe do Gleb criaram uma petição endereçada aos funcionários do governo local e pediram a eles que impedissem a deportação.
Quando a petição ficou famosa, um funcionário local do governo alemão começou a olhar para a campanha feita pelas crianças. E, em questão de semanas, Gleb foi salvo e conseguiu continuar o tratamento de que tanto precisava. Seus amigos salvaram o seu futuro, e tudo começou com uma simples ação. Com apenas um clique, é possível começar campanhas sobre as questões mais importantes para nossa comunidade ou compartilhar com nossos amigos. Nunca se sabe quem poderá começar a próxima campanha para mudar a vida de alguém, ou mudar o mundo!
http://www.avaaz.org/po/
Os colegas de classe do Gleb começaram uma campanha incrível em questão de minutos e alcançaram uma grande vitória. Vamos imaginar o seguinte: e se todos nós dedicássemos uma pequena parte do nosso tempo livre para começar uma campanha? Não há limite para as coisas que poderemos alcançar!
Começar uma campanha é muito rápido, mas o impacto da vitória pode durar anos. E mais: se uma petição espontaneamente tiver apoio da comunidade e das pessoas em geral, a equipe da Avaaz poderá escolhê-la, dar conselhos de estratégia, ajudar os criadores a falarem com a mídia, e até mesmo enviá-la para mais membros da comunidade. Temos várias dicas e conselhos para ajudar os criadores das petições nesta jornada. É preciso apenas dar o primeiro passo, contagiar os outros com nosso entusiasmo e logo estaremos próximos à linha de chegada: alcançando vitórias sobre questões locais, nacionais e globais.
Vamos compartilhar este email com todas as pessoas que conhecemos e que têm ideias sensacionais para fazer do mundo um lugar melhor – ou podemos começar a mudança juntos agora mesmo neste link:
http://www.avaaz.org/po/
Muitas das campanhas da Avaaz foram criadas por membros da comunidade. Campanhas que vão desde salvar centenas de trabalhadores indianos que estavam no Bahrein até permitir que parceiros e cônjuges visitem as pessoas que amam nas prisões do Novo México, nos EUA. Todas estas campanhas foram criadas em apenas algumas minutos. Vamos juntos nos tornar transformadores do mundo e multiplicar o nosso impacto milhares de vezes.
Com esperança e entusiasmo por tudo aquilo que conseguimos fazer juntos.
Emma, Oli, Dalia, Patri, Laura, Ricken, Luis, Chris e toda a equipe da Avaaz
CAROS AMIGOS
| LOJA CAROS AMIGOS |
| O próximo livro que você vai ler talvez esteja aqui. Confira. |
| A Privataria Tucana Direita e Esquerda - Razões e significados de uma distinção política A Dialética do trabalho I - Escritos de Marx e Engels 10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil A Ditadura Militar no Brasil - Coleção encadernada Mídia, poder e contrapoder O Capital Para entender "O capital" de Marx A imagem da mulher na mídia À sombra desta mangueira Como os ricos destroem o planeta Para Salvar o Planeta Liberte-se do Capitalismo |
| Talvez o próximo DVD que você vai assistir também esteja aqui. |
Arquitetura da Desruição Capitalismo: Uma História de Amor CHEvolution Jango Notícias da Antiguidade Ideológica: Marx, Eisenstein, O Capital Tropicália Utopia e Barbárie |
| Receba 12 ediçoes em sua casa com preço reduzido. Assine Caros Amigos |
sábado, 8 de junho de 2013
O GOZO DA COPA
A maioria dos torcedores não pensa sobre o futebol. Estão aí José Maria Marin, presidente da CBF, Carlos Alberto Parreira e Felipão, nossos homens para a Copa de 2014. Salvo alguns cronistas, ninguém reclamou. Por quê?
Primeiro, porque o futebol é uma forma de gozo: ganhar e perder são contingências que nos fazem gozar. Me explico. Um torcedor que vai ao estádio torcer pelo seu time sabe que ele pode ganhar ou perder. Se tivesse a certeza de ganhar, acabaria perdendo a graça; se tivesse a certeza de perder, idem. Essa possibilidade de ganhar ou perder, esse jogo entre satisfação e frustração, tem vários nomes. Na psicanálise, que tem ajudado a história em muitos pontos, o nome desse jogo é Desejo (com maiúscula para distinguir das conhecidas formas de desejo). Desejar é jogar um jogo que nunca satisfaz, você vai querer sempre jogar, isto é, ganhar e perder. Esse é o jogo que faz gozar o torcedor.
Usando a teoria do jogo, Umberto Eco analisa o nosso gozo com a música. Ele seria feito pela certeza de que vamos ouvir o acorde (ou letra) não vir. Ganhamos o acorde (ou letra) mas podemos perdê-lo: esse é o gozo da música. Tanto que a música acidental, ou uma canção ouvida pela primeira vez, sem que você saiba oque vai se seguir, não produz prazer ou gozo algum. Daí, também, que a chamada música popular tenha acordes (e letras) repetitivas. A repetição, com a possibilidade de que não se repita, é a natureza do prazer com a música.
Quero dizer com essa especulação (ou conversa fiada) que é melhor deixar o torcedor com a sua chupeta.
Mas nós que pensamos o futebol, além de amá-lo, desejamos diversas vezes que a seleção do Brasil perdesse. Torcemos contra as seleções de Castelo Branco, de Médici e de Figueiredo: era um meio gozo, já que não desejávamos que elas ganhassem. O gozo pleno era estragado pela razão política. O do torcedor, não: ele experimentava um orgasmo por jogo. Orgasmo é isto: sou e não sou, ganho e perco, possuo e não possuo, sou eu e meu ídolo, vivo e morro, ao mesmo tempo. Na língua francesa, orgasmo é chamado de pequena morte.
Nós que pensamos o futebol, além de amá-lo, não temos como torcer pela seleção de Marin, financiador da tortura, Parreira, tecnocrata arrivista, Felipão, admirador de Pinochet. Só falta Zagalo, preferido da ditadura.
A gestão do futebol virou isto: dinheiro e corrupção a rodo, estímulo inconfessado à violência, elefantes brancos no lugar dos bons e cômodos estádios (o Maracanã, o do Vasco, o Morumbi, o do Palmeiras, e assim por diante). Sempre houve isso, é verdade. Só que hoje, com o advento da indústria cultural e a mais-valia espetaculoísta é aí, principalmente, que o capital se reproduz e se acumula. Quando uma coisa, qualquer coisa, vira espetáculo começa a existir e gera lucro. Todas as anteriores formas de lucrar viram brincadeira de criança.
(Joel Rufino é historiador e escritor)
Primeiro, porque o futebol é uma forma de gozo: ganhar e perder são contingências que nos fazem gozar. Me explico. Um torcedor que vai ao estádio torcer pelo seu time sabe que ele pode ganhar ou perder. Se tivesse a certeza de ganhar, acabaria perdendo a graça; se tivesse a certeza de perder, idem. Essa possibilidade de ganhar ou perder, esse jogo entre satisfação e frustração, tem vários nomes. Na psicanálise, que tem ajudado a história em muitos pontos, o nome desse jogo é Desejo (com maiúscula para distinguir das conhecidas formas de desejo). Desejar é jogar um jogo que nunca satisfaz, você vai querer sempre jogar, isto é, ganhar e perder. Esse é o jogo que faz gozar o torcedor.
Usando a teoria do jogo, Umberto Eco analisa o nosso gozo com a música. Ele seria feito pela certeza de que vamos ouvir o acorde (ou letra) não vir. Ganhamos o acorde (ou letra) mas podemos perdê-lo: esse é o gozo da música. Tanto que a música acidental, ou uma canção ouvida pela primeira vez, sem que você saiba oque vai se seguir, não produz prazer ou gozo algum. Daí, também, que a chamada música popular tenha acordes (e letras) repetitivas. A repetição, com a possibilidade de que não se repita, é a natureza do prazer com a música.
Quero dizer com essa especulação (ou conversa fiada) que é melhor deixar o torcedor com a sua chupeta.
Mas nós que pensamos o futebol, além de amá-lo, desejamos diversas vezes que a seleção do Brasil perdesse. Torcemos contra as seleções de Castelo Branco, de Médici e de Figueiredo: era um meio gozo, já que não desejávamos que elas ganhassem. O gozo pleno era estragado pela razão política. O do torcedor, não: ele experimentava um orgasmo por jogo. Orgasmo é isto: sou e não sou, ganho e perco, possuo e não possuo, sou eu e meu ídolo, vivo e morro, ao mesmo tempo. Na língua francesa, orgasmo é chamado de pequena morte.
Nós que pensamos o futebol, além de amá-lo, não temos como torcer pela seleção de Marin, financiador da tortura, Parreira, tecnocrata arrivista, Felipão, admirador de Pinochet. Só falta Zagalo, preferido da ditadura.
A gestão do futebol virou isto: dinheiro e corrupção a rodo, estímulo inconfessado à violência, elefantes brancos no lugar dos bons e cômodos estádios (o Maracanã, o do Vasco, o Morumbi, o do Palmeiras, e assim por diante). Sempre houve isso, é verdade. Só que hoje, com o advento da indústria cultural e a mais-valia espetaculoísta é aí, principalmente, que o capital se reproduz e se acumula. Quando uma coisa, qualquer coisa, vira espetáculo começa a existir e gera lucro. Todas as anteriores formas de lucrar viram brincadeira de criança.
(Joel Rufino é historiador e escritor)
CAÇADOR DE MIGALHAS
Uma das poucas coisas justas que se têm notícias, neste país, é a mediocridade. Ela não distingue sexo, cor, raça, credo, classe social, se é analfabeto, acadêmico, ou quem quer que seja. A pessoa é medíocre, e pronto.
O medíocre é aquele que não faz nada para mudar a própria vida, mas se incomoda com a mudança que você faz na tua vida.
Ele é capaz de passar décadas se preocupando porque as outras pessoas são felizes, já que este mundo não dá oportunidade pra ninguém.
Ele é oco, insípido e inodoro. Porque na sua pequenez não conhece o sabor de derrota, nem da vitória. Os braços cruzados são a sua posição predileta.
A mediocridade é amiga íntima da inveja, que é outro sentimento profundo. Tão profundo que é preciso estar no fundo do poço da incapacidade humana para senti-la. Ambas corroem mais que a ferrugem e se espalham mais que a miséria.
Mas não se enganem, ser medíocre não é nada fácil. Além de nascer para a coisa é preciso muita dedicação, já que os outros estão sempre em movimento.
Se quiser ser um medíocre de primeira, saiba que é preciso cultuar a realidade perversa e punir os sonhos, para que eles não brotem a cada por do sol. Desprezar as noites com lua também ajuda muito.
Evite ler um bom livro. Mário Quintana? Nem pensar! A Poesia vê a luz no fim do túnel.
Não vá ao cinema, em hipótese alguma. Prefira novelas ou jornais sensacionalistas.
Corte o futebol, sinuca, vôlei, truco, etc. estes esportes atraem muitos amigos e amigos dão azar.
Outra coisa, um bom medíocre sabe tudo sobre nada, discorde sempre do óbvio.
Culpe a tudo e a todos pela sua insignificância, banque, banque sempre a vítima. Ser coitado é quase uma profissão, invista nela.
Despreze o bom humor, sorrir atrai luminosidade e está intimamente ligado ao prazer, e onde já se viu um medíocre ter prazer por alguma coisa, não é verdade?
E não tenha vergonha: passe mal quando alguém se sentir bem. Sentir-se bem...Sei.
Cuidado,alegria é contagiante, tenha sempre uma crítica construtiva para destruir este estado de espírito. Dos outros, é claro!
Viu? Ser medíocre não é fácil.
Então coloca um sorriso neste rosto, e põe fogo no seu dia.
(Sérgio Vaz é poeta e fundador do Cooperifa)
O medíocre é aquele que não faz nada para mudar a própria vida, mas se incomoda com a mudança que você faz na tua vida.
Ele é capaz de passar décadas se preocupando porque as outras pessoas são felizes, já que este mundo não dá oportunidade pra ninguém.
Ele é oco, insípido e inodoro. Porque na sua pequenez não conhece o sabor de derrota, nem da vitória. Os braços cruzados são a sua posição predileta.
A mediocridade é amiga íntima da inveja, que é outro sentimento profundo. Tão profundo que é preciso estar no fundo do poço da incapacidade humana para senti-la. Ambas corroem mais que a ferrugem e se espalham mais que a miséria.
Mas não se enganem, ser medíocre não é nada fácil. Além de nascer para a coisa é preciso muita dedicação, já que os outros estão sempre em movimento.
Se quiser ser um medíocre de primeira, saiba que é preciso cultuar a realidade perversa e punir os sonhos, para que eles não brotem a cada por do sol. Desprezar as noites com lua também ajuda muito.
Evite ler um bom livro. Mário Quintana? Nem pensar! A Poesia vê a luz no fim do túnel.
Não vá ao cinema, em hipótese alguma. Prefira novelas ou jornais sensacionalistas.
Corte o futebol, sinuca, vôlei, truco, etc. estes esportes atraem muitos amigos e amigos dão azar.
Outra coisa, um bom medíocre sabe tudo sobre nada, discorde sempre do óbvio.
Culpe a tudo e a todos pela sua insignificância, banque, banque sempre a vítima. Ser coitado é quase uma profissão, invista nela.
Despreze o bom humor, sorrir atrai luminosidade e está intimamente ligado ao prazer, e onde já se viu um medíocre ter prazer por alguma coisa, não é verdade?
E não tenha vergonha: passe mal quando alguém se sentir bem. Sentir-se bem...Sei.
Cuidado,alegria é contagiante, tenha sempre uma crítica construtiva para destruir este estado de espírito. Dos outros, é claro!
Viu? Ser medíocre não é fácil.
Então coloca um sorriso neste rosto, e põe fogo no seu dia.
(Sérgio Vaz é poeta e fundador do Cooperifa)
quinta-feira, 6 de junho de 2013
CORRUPÇÃO!!!
| REVISTA CAROS AMIGOS |
| Especial de Caros Amigos investiga a corrupção |
A cobertura enviesada da grande mídia que destaca corruptos e esquece dos corruptores, a complexa engenharia da corrupção ativa usada pelos grandes grupos empresariais e o combate à corrupção visto pela esquerda são destaques desse especial que está nas bancas e que também pode ser adquirido em nossa loja virtual. |
| Especiais temáticos de 2013 com desconto exclusivo |
Receba em casa, com preço reduzido, os 6 especiais que publicaremos em 2013. Além dos especiais Dilemas da Juventude e As Raízes da Corrupção, já publicados, receba mais 4 especiais que lançaremos no segundo semestre. |
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| O próximo livro que você vai ler talvez esteja aqui. Confira! |
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Receba em casa, com preço reduzido, os 6 especiais que publicaremos em 2013. Além dos especiais
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