terça-feira, 16 de maio de 2017
segunda-feira, 15 de maio de 2017
RESCALDOS
Ser poeta
Para ser poeta
não é preciso rima
nem ponto
nem vírgula
ser poeta é fácil
ou não
(MAC)
Para ser poeta
não é preciso rima
nem ponto
nem vírgula
ser poeta é fácil
ou não
(MAC)
RESCALDOS
Morte no coração
O poeta está triste
explode dentro dele
toda a dor que existe
Seus versos não tem beleza
sofre calado
nos versos a desabafar
O poeta está triste
pois você
que fostes um sonho outrora
inalcansável estás
O poeta está triste
só num deserto de tristezas
onde só escuta rumores
de uma saudade
O poeta está triste
pois a solidão
um instante sem fim
toma conta
O silêncio ensurdecedor
pasma diante da dor
A verdade é uma ferida mortal
aberta no coração
O poeta está triste
explode dentro dele
toda a dor que existe
Seus versos não tem beleza
sofre calado
nos versos a desabafar
O poeta está triste
pois você
que fostes um sonho outrora
inalcansável estás
O poeta está triste
só num deserto de tristezas
onde só escuta rumores
de uma saudade
O poeta está triste
pois a solidão
um instante sem fim
toma conta
O silêncio ensurdecedor
pasma diante da dor
A verdade é uma ferida mortal
aberta no coração
domingo, 14 de maio de 2017
RESCALDOS
Incertezas
Minha miopia identifica o ônibus
Meto-me para dentro
meio aparvalhado
A noite é suave
e os prédios passam fitados
com interesse pela janela
Porto Alegre sorri
cheia de luzes e incertezas
Passa rápida e silenciosa
através dos transparentes acrílicos
que refletem minha sombria imagem
O mirar do sossego das árvores
faz-me entorpecido
Mas não prego o olho
agora a vida corre
Ao meu lado um senhor dormita
balançando a cabeça
Mais a frente uma mulher
de parar o ônibus
de parar o trânsito
Que mulher
Outra mais atrás
desdenhada
de olhos baixos
exausta fita o assoalho
empapado de querosene
Alí um estudante amolado
sem perspectivas
ou cansado de estudar
Ninguém se olha
ninguém se fala
é a dureza da vida implacável
Acredite o ônibus faz ponto
Quem diria
Salto para a sorte
Salto para o descanso
Salto para a vida
ou salto para a morte
Minha miopia identifica o ônibus
Meto-me para dentro
meio aparvalhado
A noite é suave
e os prédios passam fitados
com interesse pela janela
Porto Alegre sorri
cheia de luzes e incertezas
Passa rápida e silenciosa
através dos transparentes acrílicos
que refletem minha sombria imagem
O mirar do sossego das árvores
faz-me entorpecido
Mas não prego o olho
agora a vida corre
Ao meu lado um senhor dormita
balançando a cabeça
Mais a frente uma mulher
de parar o ônibus
de parar o trânsito
Que mulher
Outra mais atrás
desdenhada
de olhos baixos
exausta fita o assoalho
empapado de querosene
Alí um estudante amolado
sem perspectivas
ou cansado de estudar
Ninguém se olha
ninguém se fala
é a dureza da vida implacável
Acredite o ônibus faz ponto
Quem diria
Salto para a sorte
Salto para o descanso
Salto para a vida
ou salto para a morte
sábado, 13 de maio de 2017
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